O casal de moradores deste apartamento de 70 m², localizado na Pompéia, na zona oeste de São Paulo, procurou a arquiteta Juliana Faria para realizar ajustes no imóvel buscando mais personalidade e aconchego.
Como o apartamento já dispunha de uma estrutura consolidada, Juliana priorizou mudanças pontuais na iluminação e na decoração, reaproveitando parte do mobiliário existente e mantendo os revestimentos, como o piso em madeira cumaru, que foi revitalizado.
Hall de entrada

Antes sem uma definição visual própria, o ambiente ganhou o efeito ripado branco com a sobreposição de um espelho orgânico. De poliestireno (EPS reciclado), as réguas verticais dispostas na parede se encaixam umas nas outras e foram cortadas de acordo com o pé-direito. “O rodapé preto de 3 cm completou o encontro entre o piso e a parede e, particularmente, eu gosto muito desse efeito, pois reduz a marcação visual e facilita a limpeza”, afirma Juliana.
Área social integrada
A proposta foi renovar a atmosfera do apartamento por meio de ajustes na decoração, sem abrir mão dos elementos que já faziam parte da rotina dos moradores. O tapete delimita a área de estar, cuja marcenaria abriga o painel com a TV, que fazia parte do apartamento e foi preservado, assim como o sofá, que recebeu um novo tecido. Ainda na sala, destaque para as obras de arte coloridas sobre a parede em tom de verde.

O projeto luminotécnico foi renovado: os antigos spots redondos deram lugar aos discretos trilhos brancos instalados no teto com o objetivo de direcionar os focos de luz e transformar a atmosfera dos espaços.
Na cozinha, as alterações se concentraram na atualização dos acabamentos da marcenaria e na relação do ambiente com a área social. Outro detalhe foi a inserção da prateleira suspensa pela serralheria, que equilibra o visual da coifa sobre o cooktop.
Para marcar a transição entre os espaços, um filete incluído no perímetro da cozinha estabelece uma divisão discreta, sem interromper a integração visual.
Varanda multifuncional

Originalmente com o mesmo piso geométrico da cozinha e uma configuração que limitava seu aproveitamento, a varanda foi transformada em uma área de home office e descanso. Com retirada da esquadria de vidro que separava o espaço da sala, a arquiteta reforçou a integração e, por meio da marcenaria, inseriu a mesa de trabalho e o bar com adega embutida, além de ocultar a condensadora do ar-condicionado.

Um cantinho intimista, perfeito para o descanso, também teve lugar no projeto e foi composto pelo o tapete assinado por Fernando Jaeger, a poltrona com apoio para os pés, a mesa de apoio e o mix entre arandela e abajur. As persianas existentes foram mantidas e ganharam a sobreposição das cortinas de linho para filtrar a luz natural.
A suíte

No dormitório, o efeito ripado ressurge como cabeceira em textura tátil e visual, agregando uma nova referência à decoração do ambiente. O ar-condicionado foi realocado e passou a ocupar uma posição central com a cama, enquanto a iluminação foi atualizada para promover conforto e aconchego.

No banheiro, as intervenções contemplaram o fechamento dos nichos com portas, o acréscimo de um toalheiro elétrico e a substituição do box por um modelo do piso ao teto com película leitosa que preserva a privacidade durante o banho. A obra foi concluída em aproximadamente 45 dias.













































