Extremamente versátil, a mesa de cabeceira pode acompanhar a linguagem da cama e do restante do quarto ou assumir o papel de elemento de destaque na composição. Além de oferecer apoio aos moradores, ela contribui para criar uma atmosfera mais acolhedora e confortável. Também atemporal, a peça atravessou décadas incorporando novos desenhos, materiais e proporções, sem jamais perder seu lugar no quarto.

Mesa de cabeceira cinza com dois livros, um vaso de planta e um prato verde, ao lado de uma cama com lençóis brancos e travesseiro verde, em um quarto com parede de madeira clara
<span class=”hidden”>–</span>Kelly Queiroz/Divulgação

Para a arquiteta Jociane Mendes, do escritório ResiliArt Arquitetura, elas ganharam ainda mais importância dentro dos projetos de interiores, especialmente com o aumento de imóveis compactos que precisam de elementos que sejam tanto funcionais como decorativos.

Cama com lençóis brancos, travesseiros, um com estampa de listras verdes e bege, outro bege texturizado, e uma manta verde escura. Acima, uma cabeceira de madeira ripada clara com iluminação embutida e um quadro abstrato preto e branco. À direita, uma mesa de cabeceira cinza com duas gavetas, livros e uma sandália marrom
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“Hoje, encontramos bastantes mesas mais leves, com pés metálicos ou de madeira, modelos suspensos, peças com gavetas e até opções mais orgânicas, com desenhos arredondados”, observa a profissional sobre as tendências de mercado no segmento de móveis.

Mesa de cabeceira de madeira escura com um vaso de flores roxas e um livro verde, ao lado de uma cama com lençóis brancos e travesseiros, sobre um tapete claro
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Ela enfatiza também que na busca por uma peça estilosa, o mais importante é analisar se ela conversa com a proposta do quarto e, principalmente, se tem uma proporção adequada em relação à cama.

“Uma mesa de cabeceira com aproximadamente 40 cm de largura e 30 cm de profundidade já consegue atender bem às necessidades básicas”, analisa a arquiteta, destacando que as medidas podem variar de acordo com o uso e com o espaço disponível. Afinal, móveis muito profundos ou largos demais podem comprometer a circulação.

Quarto com parede azul clara e cabeceira de madeira clara. Uma mesa de cabeceira preta com uma revista está à esquerda. Na cama, um edredom branco, travesseiros azuis e um com estampa geométrica em bege e azul. Um abajur preto está fixado na cabeceira
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A altura também merece atenção. O ideal é que a mesa de cabeceira fique alinhada à altura do colchão, garantindo mais conforto e praticidade no uso cotidiano. A proporção facilita o acesso a objetos que fazem parte da rotina, como celular, livro, abajur ou um simples copo d’água.

Marcenaria sob medida como aliada

Cama de casal com colcha cinza acolchoada e três travesseiros, um com estampa de folhas. Ao lado, uma mesa de cabeceira de madeira clara com um relógio e uma caixa preta. No canto direito, um vaso cinza com uma planta verde frondosa
Mimetizado à cabeceira ripada, essa mesa de cabeceira ganha um efeito tridimensional no ambiente, otimizando espaço por ficar suspensa do piso | Projeto: ResiliArt Arquitetura.Kelly Queiroz/Divulgação

Para quem busca uma maneira de personalizar o móvel e conseguir extrair o máximo de sua potencialidade, a marcenaria sob medida é uma grande aliada, principalmente porque permite adaptar a mesa de cabeceira exatamente às necessidades daquele quarto.

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Cama com colcha e travesseiros cinza, cabeceira de madeira ripada e uma mesa de cabeceira flutuante de madeira clara com um relógio preto e uma caixa preta, com planta verde em primeiro plano
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“Podemos criar uma mesa integrada à cabeceira, fazer um modelo suspenso ou desenvolver um móvel que tenha outras funções além do apoio lateral”, exemplifica Jociane. Em um quarto com medidas reduzidas, como os estúdios, essas alternativas fazem muita diferença no aproveitamento de espaços.

Além disso, com a marcenaria e um projeto personalizado para o dormitório, é possível esconder tomadas, criar passagens para cabos, incorporar iluminação e até desenvolver gavetas ou nichos específicos para aquilo que o morador realmente precisa naquele espaço.

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Quarto moderno com cama de casal coberta por edredom branco, quatro travesseiros (dois azuis e dois bege), cabeceira azul escura, mesa de cabeceira flutuante azul com abajur laranja, guarda-roupa branco à esquerda e cortina branca translúcida à direita
Com a intensidade do azul profundo, a mesa de cabeceira (usada em apenas um dos lados do dormitório a fim de liberar área de circulação) recebeu o mesmo tecido que reveste a cabeceira. Com um compartimento amplo e fechado, o móvel oferece espaço de armazenamento. | Projeto: ResiliArt Arquitetura.Kelly Queiroz/Divulgação

Outra dúvida recorrente, especialmente em imóveis compactos, como flats, estúdios e lofts, é a necessidade de instalar uma mesa de cabeceira em ambos os lados da cama. Segundo a arquiteta da ResiliArt, a composição dupla favorece o equilíbrio visual e a simetria, mas está longe de ser uma regra.

Cama com lençóis brancos e travesseiro azul, ao lado de uma mesa de cabeceira azul com uma luminária laranja e uma revista CASACOR São Paulo Anuário 2024
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“Em quartos menores, muitas vezes é mais interessante preservar a circulação e optar por uma única mesa”, explica Jociane. A escolha, portanto, deve considerar não apenas a estética, mas também as dimensões e a dinâmica de uso do ambiente.

Alternativas para a mesa de cabeceira

Ambiente integrado com cama à esquerda, mesa de cabeceira clara com cadeira preta e madeira, geladeira inox, armários cinza e bancada preta à direita. Ar condicionado branco na parede superior. Piso de porcelanato branco com veios cinzas.
Neste dormitório, a mesa de cabeceira assume uma função que vai além do apoio à cama: sua marcenaria se prolonga para criar uma estação de trabalho e estudos, conectando-se visualmente à cabeceira, à cama e ao armário da cozinha. Assim, o móvel deixa de ser um elemento isolado e passa a integrar a arquitetura do ambiente | Projeto: ResiliArt Arquitetura.Erika Waldmann/Divulgação
Quarto moderno com cama de casal cinza, cabeceira de madeira ripada, mesa de cabeceira com cadeira de escritório e ar-condicionado na parede. Cortinas brancas translúcidas cobrem uma janela grande, e almofadas decorativas com folhas douradas enfeitam a cama
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Para ambientes pequenos, é importante contar com soluções que ocupem pouco espaço e, ao mesmo tempo, mantenham a funcionalidade de uma mesa de cabeceira, como nichos, prateleiras suspensas, móveis soltos ou até mesmo uma marcenaria contínua que englobe mais de um móvel.

Cama de casal com edredom branco e quatro almofadas decorativas, sendo uma azul-marinho, uma bege com linhas geométricas e duas brancas. A cabeceira de madeira clara tem uma prateleira com dois quadros abstratos, um livro HOME e objetos decorativos. À direita, um espelho reflete uma cozinha moderna com armários cinzas e bancada de madeira. Cortinas brancas translúcidas à esquerda.
Aproveitando o espaço da própria cabeceira, o escritório ResiliArt propôs um recuo interessante para itens decorativos, livros e até luminárias de apoio, tudo isso conectado à marcenaria do roupeiro. | Projeto: ResiliArt Arquitetura.Kelly Queiroz/Divulgação

“Mais do que pensar na mesa de cabeceira como um móvel isolado, é importante pensar nela como parte da composição e da funcionalidade do quarto”, finaliza a profissional.

Cama com cabeceira de madeira clara, travesseiros brancos e azul-marinho, e uma manta bege com detalhes azuis. Ao lado, uma mesa de cabeceira preta com um difusor de ambiente e livros. A parede é cinza-azulada e há uma luminária preta na cabeceira
Mesas soltas também executam bem a função de oferecer apoio para o dormitório, além da facilidade de locomoção da peça. É ideal para imóveis alugados | Projeto: ResiliArt Arquitetura.Kelly Queiroz/Divulgação
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