A escolha das esquadrias pode interferir diretamente na forma como os ambientes são utilizados. Quando permitem grandes aberturas, essas estruturas favorecem a entrada de luz natural, a circulação de ar e a conexão entre diferentes áreas da casa. A janela pantográfica, conhecida popularmente como “janela camarão”, aparece nesse contexto como uma alternativa para reduzir barreiras físicas ao criar novas possibilidades de integração.

Em projetos residenciais, a solução pode ser aplicada em diferentes ambientes e permite ampliar os vãos quando há necessidade de integrar áreas internas e externas. Além dos efeitos sobre iluminação e ventilação, o modelo possibilita manter os espaços separados em determinados momentos, oferecendo maior flexibilidade na configuração da casa.


A arquiteta Rafaela Giudice, à frente do escritório BESPOKE Dela, explica que o recurso agrega personalidade e ousadia aos projetos. Ela compartilha opções de uso a partir de seus projetos:
Janela pantográfica entre a sala e a cozinha

No Projeto Amoroso, uma casa de vila com 120 m² que leva a assinatura da arquiteta, a solução foi utilizada na sala e na cozinha durante a reforma. A residência, que antes possuía espaços compartimentados e pouco conectados, passou por uma reorganização que priorizou circulação, iluminação natural e integração entre os ambientes.

“A escolha foi justamente para ampliar os vãos de iluminação natural e a integração entre os espaços, unindo o externo e o interno. A solução ajuda na leveza dos espaços e minimiza as barreiras que as paredes em alvenaria ou drywall costumam criar. Também é sempre uma boa solução quando se quer ter um espaço integrado, mas, ao mesmo tempo, se quer poder isolar o espaço quando necessário”, afirma.
Janela pantográfica entre a garagem e a sala

A aplicação também aparece no Projeto Conquista, com uma porta pantográfica entre a garagem e a sala e uma janela do mesmo modelo entre a cozinha e a área externa dos fundos. A abertura completa permite modificar a relação entre os ambientes e ampliar as possibilidades de circulação e convivência.
Em momentos em que o vão permanece aberto, uma bancada próxima à janela também pode assumir outras funções, como apoio ou aparador, mostrando como a escolha da esquadria pode interferir na utilização cotidiana da casa.
O que considerar antes de investir em uma janela pantográfica

Apesar das possibilidades de integração, a escolha da esquadria exige avaliação das características de cada imóvel. Dimensões dos vãos, espaço necessário para o recolhimento das folhas, funcionamento do sistema, preferência dos moradores e custo são alguns dos pontos que precisam ser considerados antes da instalação. A execução também deve receber atenção para garantir o desempenho da estrutura e reduzir a possibilidade de problemas posteriores.

“Nem todo ambiente é condizente com esse tipo de solução, assim como nem todo cliente gosta desse tipo de esquadria. É importante lembrar que é um tipo de fechamento que precisa ser muito bem executado para que não gere manutenção, e nem infiltração. Antes da estética, precisamos garantir o funcionamento dessa solução”, conclui.













































