O mês de dezembro costuma trazer uma mistura de cansaço, pressão, expectativa e balanço emocional que afeta diretamente a energia das pessoas. Segundo a Sacerdotisa Narja Nunes, essa sensação de turbulência não é apenas psicológica.
“Dezembro é um mês de fechamento de ciclos e, do ponto de vista espiritual, todo encerramento mexe profundamente com o emocional. A energia do ano desce para ser concluída e tudo o que não foi resolvido aparece. É um período em que as pessoas ficam mais aceleradas, mais sensíveis e mais cansadas, criando um campo coletivo de tensão.” Soma-se a tudo isso as muitas reuniões e confraternizações, que podem drenar a energia.
Antes de sair

Para entrar em festas sociais ou familiares de forma mais protegida, valem rituais rápidos como um banho de proteção com alecrim ou manjericão, perfumar o corpo com intenção positiva, escolher roupas brancas, douradas ou azul-claro e fazer um pequeno exercício de selamento energético. “Toque o peito e afirme mentalmente ‘eu entro apenas com o que é meu’. A energia sempre segue a intenção”, orienta.
Depois de voltar
Depois do contato com muitas pessoas, a limpeza energética é fundamental. Um banho morno dos ombros para baixo com alecrim e boldo, troca imediata de roupa, escalda-pés com sal grosso e um pouco de açúcar e respiração de soltura ajudam a liberar a densidade acumulada. “Antes de dormir, passar um óleo ou hidratante com intenção fecha o campo e impede que a energia de outras pessoas interfira na noite”, explica Narja.

Dezembro exige constância e não apenas ações emergenciais. Entre as práticas recomendadas estão banhos semanais de limpeza leve, incensos naturais de mirra, sândalo ou benjoim ao acordar, alongamento e respiração matinal, dez minutos diários de silêncio, gratidão consciente e contato com a natureza. “Beber mais água e tomar banhos um pouco mais demorados ajudam a renovar o campo emocional. Esses hábitos estabilizam a vibração e evitam que o emocional fique poroso”, orienta.
Muitas pessoas sentem culpa ao se afastar de situações ou relações que drenam a energia. Para Narja, isso precisa ser reinterpretado. “A culpa aparece quando a pessoa acredita que precisa se sacrificar para manter vínculos. Mas no campo espiritual, autocuidado é responsabilidade, não egoísmo. Limites são uma forma de amor, porque evitam conflitos e desgastes. Quando você cuida da sua energia, volta mais presente, mais leve e mais sincero para quem ama.”
Ao escolher práticas que fortalecem emocional e espiritualmente, é possível atravessar o fim de ano com mais serenidade, consciência e proteção.













































