Uma linguagem marcada por referências clássicas e pela atmosfera afetiva de uma “casa de vó”. Era isso que a jovem proprietária deste apartamento recém-entregue de aproximadamente 50 m² localizado no bairro de Pinheiros, em São Paulo, buscava quando contratou o arquiteto Arthur Guimarães para desenvolver o projeto.

A reforma teve início em dezembro de 2025, após a conclusão do edifício. Apesar da metragem reduzida, a planta permitiu um bom aproveitamento dos ambientes, enquanto as escolhas de materiais, tecidos, texturas, mobiliário e objetos deram ao apartamento uma identidade própria, com uma proposta contemporânea no estilo desejado pela cliente.

A entrada se dá por uma porta que abre para a cozinha e a sala de estar, integradas não apenas pela ausência de divisórias, mas também pelo compartilhamento de um tapete com formas orgânicas e de cortinas e pela paleta de cores: os tons off white e amadeirado da marcenaria se repetem tanto na marcenaria da cozinha quanto no painel da televisão.
Na cozinha, os armários contam com boiseries. O tapete, as cortinas, o lustre, a mesa em travertino avermelhado, o sofá azul e plantas agregam texturas e cores aos ambientes.

Se, para a área social, a proposta foi criar um ambiente mais neutro, que transmite tranquilidade e aconchego, para o lavabo ao qual se tem acesso a partir dela, o caminho foi focar em personalidade. Exceto pela bacia sanitária, o ambiente é todo feito em tons de vermelho, da pedra da pia ao papel de parede — que também traz uma estampa com tema oriental.

Uma porta no painel de televisão dá acesso à suíte, cuja marcenaria inclui não apenas armários mas também uma mesa de trabalho. A paleta segue a proposta para a área social, mas com detalhes que também dão ao quarto o estilo almejado e personalidade, como a cabeceira estampada, o papel de parede listrado atrás da cabeceira da cama e os quadros com molduras douradas e passe-partout estampado. Mesas de cabeceira em estilo clássico completam a composição.

O banheiro da suíte também usa tons claros e amadeirados. O destaque são as paredes do box, revestidas em pedras.

Para Arthur, o projeto representou um exercício importante de composição a partir dos materiais, na qual o arquiteto encontrou a oportunidade de explorar de maneira mais intensa as relações entre diferentes tecidos, texturas e elementos de uma linguagem clássica.










































