Assinado pela arquiteta Veridiana Peres, este projeto localizado na região da Granja Viana (no município de Cotia, na Grande São Paulo) demonstra como a passagem do tempo pode fortalecer a arquitetura quando existe coerência na linguagem adotada e cuidado na condução de cada etapa da obra.

Implantada em um terreno de 1.100 m² em condomínio fechado, a casa foi concebida em uma primeira etapa e ampliada sete anos depois, com a conclusão da ampliação realizada recentemente, acompanhando as novas necessidades dos moradores, acompanhando as novas necessidades dos moradores.

Na etapa inicial, o terreno com 12 metros de declividade representava um desafio importante. Ainda assim, a arquiteta propôs que os moradores imaginassem e descrevessem sua casa ideal sem levar em conta as limitações do lote.
Foi justamente desse exercício que surgiu um projeto pensado para valorizar a topografia, em vez de enfrentá-la, distribuindo os ambientes de maneira fluida e permitindo que tanto as áreas sociais quanto os espaços íntimos aproveitassem a vista privilegiada para a mata de preservação permanente.

Desde o princípio, a integração norteou toda a concepção da residência. Os ambientes sociais foram conectados à área de lazer, criando uma atmosfera acolhedora e convidativa, na qual os espaços internos e externos se relacionam de forma natural. A entrada abundante de luz natural percorre toda a casa, ampliando a sensação de conforto, amplitude e bem-estar presente nos ambientes.

Com o passar dos anos, a família cresceu e, consequentemente, novas demandas surgiram. Em 2021, teve início a segunda fase do projeto, trazendo o desafio de ampliar a casa sem descaracterizar a identidade arquitetônica já consolidada.

A intenção não era criar um novo volume isolado, mas dar continuidade ao projeto existente, como se toda a residência tivesse sido concebida em um único momento. Para alcançar esse resultado, foi fundamental compatibilizar níveis, fluxos e proporções, garantindo uma transição natural e intuitiva entre os espaços.

A ampliação acrescentou novas áreas voltadas ao lazer e ao bem-estar, fazendo com que a residência passasse a funcionar quase como um clube privativo para os moradores e seus convidados.

Foram incorporados ambientes como academia, spa, sala de massagem, área de luta, quadra de esportes de areia no rooftop da casa, além de uma ala de hóspedes com duas suítes e copa de apoio.

A garagem também ganhou dimensões maiores, assim como os espaços destinados ao suporte da rotina doméstica.

O paisagismo, desenvolvido por Thomaz Magno Samara, intensifica a relação da casa com o entorno natural e destaca ainda mais a vista para a área verde preservada. A vegetação foi planejada para estabelecer um diálogo direto com a arquitetura e suavizar os limites entre construção e natureza, criando cenários que se transformam ao longo do dia e das diferentes estações do ano.










































