Projeto de Ricardo AbreuRenato Navarro/Casa.com.br

Com o fim do ano se aproximando, já é normal pensar na reforma ou construção da casa. Escolher cores para os cômodos, mobiliário, compra de objetos de decoração e tudo isso precisa trazer a identidade e estilo de vida de quem mora ali.

Projeto de Ketlein AmorimAndré Nazareth/Casa.com.br

Por conta da pandemia, muitas pessoas passaram a ficar mais tempo em casa e perceberam que não se identificavam tanto com o local que residiam. A consequência? Um levantamento realizado em parceria pela Casa do Construtor e a AGP Pesquisas aponta que 68% dos brasileiros realizaram algum tipo de reforma entre outubro de 2020 e outubro de 2021.

Como forma de auxiliar aqueles que já estão se preparando para as obras no final de ano ou pensam nos projetos para 2023, a arquiteta e designer de interiores Rafaela Giudice, especialista em obras rápidas e gestora do escritório “Arquitetura Dela”, compartilha estilos e cores que estão cada vez mais presentes nos projetos e que acredita que seguirão fortes em no próximo ano.

Projeto de Cacau RibeiroLandhi/Reprodução

“Acredito que o soul space e o kinfolk estão cada vez mais fortes na nossa realidade. A casa com personalidade, com a alma de quem mora ali, trazendo a natureza pra dentro de casa e deixando a ideia de “outside e inside” (fora e dentro), menos presente na nossa rotina. Os espaços estão passando a ter mais de uma função: uma varanda que vira home office, um home office cheio de plantas, uma linha mais orgânica, menos quinas, menos ângulos retos e quadrados, trazendo cada vez mais a natureza para dentro dos projetos” explica.

O “Soul Space” encanta pelo design inteligente e inovador, sendo algo ideal para ter apenas o que é útil, um espaço com alma e personalidade. Já o “Kinfolk” vai muito além da estética, ele tem como fundamento a busca por uma vida mais lenta, com mais equilíbrio, sobriedade e próximo da natureza.

Projeto de Fernanda MatosoLuiza Schreier/Casa.com.br
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Presente na Feira de Design de Milão de 2022, a arquiteta aponta que foi possível perceber uma presença marcante dos tons terrosos e verdes. “Essas cores estavam presentes por todos os lados, mas isso não é uma obra do acaso, existe uma razão muito lógica para essas cores estarem tão forte no mercado do design: a gente descobriu que sente falta de ter a natureza por perto, e isso não significa ir morar na floresta, mas que sentimos falta de ver o céu azul, de passear no parque, na rua, de ir para a praia, de sentir o ar puro”, comenta Rafaela.

Projeto de Studio Leandro NevesLuiza Schreier/Casa.com.br

Para quem vai reformar ou pensar em construir algo novo, a especialista ainda completa que a escolha das cores durante a elaboração do projeto é algo crucial para criar uma atmosfera confortável, harmônica e aconchegante para quem vai usufruir daquele espaço.

“Ter essa conversa sobre as cores é fundamental para captar a personalidade do cliente, e projetar algo que se encaixe com a rotina e essência dos moradores, muito antes de ser algo apenas estético”, destaca.

Projeto de Doob ArquiteturaJulia Ribeiro/Casa.com.br

Rafaela Giudice acrescenta para quem sonha com uma casa aconchegante, ter uma atenção especial na iluminação, pois ela também pode se transformar em cor, quando bem aplicada.

Projeto de Vinícia Brandão ArquiteturaCarolina Mossin/Casa.com.br

“Iluminação é cor, ela só existe quando existe cor (não entenda cor como algo mega colorido), não é isso. As tonalidades do espaço, e as texturas, juntamente com a iluminação escolhida, mudam completamente um ambiente. O jogo de luz e sombra que as texturas e os volumes trazem quando expostos a iluminação é algo que deve ser considerado, assim como a iluminação natural presente no cômodo”, ressalta.

Projeto de Brise ArquiteturaDenilson Machado, MCA Estúdio/Casa.com.br

Mesmo com todo o olhar técnico, a arquiteta afirma que a maior tendência para 2023, é aquela que se aproxima de quem sonha com um lugar para chamar de seu. “Sei que já se tornou clichê falar sobre, mas, a pandemia nos ensinou muito sobre isso, a olhar para dentro da nossa casa e se identificar ali dentro”, conclui Rafaela.

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