Ter plantas em casa é uma rotina de cuidado que se adapta aos ciclos da natureza. Durante o outono e o inverno, as temperaturas mais baixas exigem ajustes na manutenção diária das plantas domésticas. Mesmo espécies populares como a Espada-de-São-Jorge, o Lírio-da-Paz e a Costela-de-Adão, conhecidas por sua resistência, desaceleram o crescimento e demandam atenção diferenciada, especialmente na adubação.
Adubação estratégica no frio

Com a queda das temperaturas, o metabolismo das plantas diminui, reduzindo sua necessidade por nutrientes. Valter Casarin, agrônomo e coordenador-geral da iniciativa Nutrientes Para a Vida (NPV), explica que o solo dos vasos perde nutrientes ao longo do tempo, mas a reposição deve acompanhar o ritmo natural da planta no inverno.
“Mais do que manter uma frequência fixa, é importante ajustar a adubação ao momento da planta”, afirma Casarin. O cuidado, portanto, deixa de ser automático para se tornar mais estratégico“, explica.
A maioria das plantas domésticas não entra em dormência total no frio, mas consome menos água e, consequentemente, menos nutrientes. Em vez de suspender completamente a fertilização, o ideal é espaçar as aplicações e reduzir as doses, mantendo o suporte vital necessário durante este período de menor atividade. Este ajuste é fundamental para a saúde das suas plantas no inverno.

A importância da luz natural
Para manter o desenvolvimento das plantas, uma estratégia eficaz é reposicionar os vasos em locais com maior incidência de luz natural, como perto de janelas. Essa prática ajuda espécies como o Lírio-da-Paz e a Costela-de-Adão a permanecerem metabolicamente ativas, mesmo que em um ritmo mais lento.
“A fotossíntese segue ocorrendo, as células continuam funcionando e a planta mantém suas funções vitais. O que muda, na prática, é a intensidade dessa atividade”, esclarece Casarin.
Cronograma de fertilização por estação
Manter um cronograma de adubação anual é essencial para a nutrição adequada das plantas, mas ele deve se alinhar ao ciclo de crescimento natural. O agrônomo sugere tratar a fertilização como uma prática preventiva, guiada pelas estações, e não apenas uma resposta a sinais de deficiência.
No verão e na primavera, a maior disponibilidade de luz solar intensifica a fotossíntese, impulsionando o crescimento ativo. Nesse período, a frequência de adubação pode ser intensificada: fertilizantes líquidos a cada 15 dias ou semanalmente para espécies de crescimento rápido, como samambaias. Já os granulados demandam intervalos maiores, de uma a duas aplicações mensais.
Na transição para o outono e durante todo o inverno, com dias mais curtos e menor incidência de luz, o metabolismo das plantas desacelera. Isso reduz tanto o consumo de água quanto a necessidade de nutrientes. O ideal é espaçar e reduzir as doses de fertilizantes, fornecendo apenas o suporte necessário para as funções vitais da planta, sem sobrecarregá-la.
Apesar das variações entre espécies, a maioria das plantas domésticas se beneficia de um cronograma uniforme, com ajustes pontuais. “Mais do que a precisão absoluta, o que garante bons resultados é a consistência ao longo do tempo e o alinhamento com o ritmo natural de cada estação para o cuidado das plantas”, conclui Casarin.












































