Esta residência de 450 m², localizada em um condomínio São Bernardo do Campo é assinada pela arquiteta Queiti Magalhães.

Implantada em um terreno com acentuado declive, a casa tira partido da topografia para valorizar a chegada. O acesso de pedestres acontece praticamente no nível do térreo, enquanto a garagem ocupa o pavimento inferior. A fachada se destaca pela composição em blocos sobrepostos, alguns em balanço, que criam uma volumetria expressiva.

Executada em concreto armado, a estrutura permite esses avanços sem apoios aparentes, equilibrando peso e leveza em uma leitura contemporânea.

“Como a maioria dos terrenos no condomínio, o terreno era bem acidentado, com um grande declive para os fundos e para a fachada. Após mais de 150 casas nesse mesmo condomínio, obtivemos o conhecimento para aproveitar da melhor maneira esse declive, para termos uma obra harmônica, sem tantas escadas e desníveis internos.”

Distribuída no pavimento térreo, a área social reúne estar, jantar, cozinha e home theater de forma integrada, solução central para resolver um dos principais desafios do projeto.

“O principal desafio deste projeto foi criar uma real sensação de amplitude. Apesar da casa ter 450 m² no total, a metragem estava distribuída em três pavimentos. Com isso, cada andar, de forma isolada, não apresentava uma área tão ampla quanto parecia no conjunto.”

A marcenaria tem papel decisivo nessa leitura contínua dos espaços, especialmente na cozinha, que foi desenhada para não se apresentar de forma convencional.

“Criamos os armários todos embutidos em painéis, de forma que não se observa que são armários. Além disso, tudo que se referia a bancadas, deixamos nessa grande ilha. Ou seja, é uma cozinha que compõe sem cara de cozinha.”

A casa privilegia a entrada de luz natural e a conexão com o exterior, com grandes planos de vidro tanto na fachada quanto na parte posterior.

“A casa tem ampla iluminação, a fachada toda de vidro se interliga com as grandes portas de vidro que dão para a parte dos fundos da casa.”

No pavimento superior, estão três suítes. A suíte máster ocupa um dos volumes em balanço da fachada e tira proveito dessa condição para ampliar a experiência espacial. “Por isso, tiramos proveito fazendo uma grande janela em ‘L’, o que amplia essa sensação de flutuação.”













































