Localizada em Perdizes, São Paulo, esta casa de vila da década de 1950 passou por uma reforma completa assinada pelo escritório Península Arquitetura. O imóvel, com 200 m² de área construída, foi adquirido em mau estado por um casal que desejava um espaço bem iluminado, ventilado e adaptado para receber familiares.

O projeto, concluído em cerca de um ano e meio, buscou preservar as características originais da construção enquanto atualizava a planta para atender às novas demandas contemporâneas.

Para garantir a iluminação natural e a ventilação cruzada solicitadas pelos moradores, a planta interna sofreu alterações estratégicas. No térreo, a cozinha foi integrada à sala de jantar, e novas passagens conectaram a sala de TV ao hall de entrada.

A área externa de 80 m² passou pelas maiores transformações: o piso foi substituído por cerâmica rústica em tom terracota, as jardineiras foram redesenhadas e o espaço ganhou uma piscina e uma área de churrasqueira.

Nos fundos do lote, a edícula foi reconfigurada para abrigar um escritório no andar superior, além de um espaço multiuso para os netos dos moradores no térreo. O paisagismo é assinado pela Caja Paisagismo.


A identidade visual do projeto combinou os acabamentos originais restaurados com novos materiais, mantendo uma base neutra de bege e madeira.

Os pisos originais de taco em peroba-do-campo e os degraus da escada foram recuperados, contrastando com o piso de granilite rosado desenvolvido especialmente para a cozinha e os tijolinhos aparentes da sala de jantar.

As fachadas mantiveram o desenho de época com pintura em creme, enquanto janelas restauradas e novas serralherias receberam acabamento em azul-claro, cor que se repete na cobertura metálica da área externa.

A decoração, baseada apenas no essencial, mesclou peças clássicas do acervo dos clientes com itens de design brasileiro, que incluem mobiliários de Fernando Jaeger, Lider Interiores e do designer Cabiúna.

Apesar da modernização, o imóvel exigiu precisão técnica da equipe. O maior desafio do projeto foi adaptar a planta da década de 1950 — uma construção típica da época, executada sem um projeto arquitetônico elaborado — às novas demandas sem a necessidade de reforços estruturais. A solução foi apostar em intervenções mínimas, evitando demolições extensas e priorizando a criação de novas aberturas e ampliações pontuais.













































