Localizado em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, este apartamento linear de 250 m² ocupa um icônico edifício modernista dos anos 1970 e carrega uma história profundamente afetiva.

Assinado pela arquiteta Andrea Gorayeb, o projeto marca o retorno da profissional ao imóvel onde viveu parte da infância e da vida adulta ao lado dos pais. Anos depois, ela ressignifica o espaço para abrigar sua nova família — formada pelo marido, quatro filhos adolescentes e duas pets — em um gesto que combina memória e recomeço.

Para atender à dinâmica de uma casa cheia, a planta original passou por adaptações estratégicas. A antiga sala, com cerca de 70 m², cedeu parte de sua área para a criação de um novo quarto e de um home office, revelando um pilar de concreto aparente que se integra à proposta sem comprometer a fluidez do espaço.

Já o terceiro banheiro foi viabilizado a partir da reconfiguração de um dos quartos e de um banheiro grande existente.


“O principal desafio foi integrar os ambientes de forma a favorecer a convivência familiar e receber os amigos dos nossos filhos adolescentes, além de incorporar um quarto e um banheiro extras para atender às novas demandas da família”, resume a arquiteta.

Na decoração, as plantas selecionadas pela paisagista Anna Luiza Rothier funcionam como uma moldura natural — sobretudo nas áreas de convivência —, reforçando a paleta de base neutra, pontuada por tons terrosos e nuances de verde.

Objetos afetivos pontuam a ambientação e revelam a trajetória de Andrea, com destaque para a estante de marcenaria piso-teto já existente, renovada com acabamento em laca off-white.

Entre os móveis, sobressaem a poltrona Gió e o banquinho Mocho, de Sergio Rodrigues, as cadeiras de jantar Leve, de Bruno de Carvalho, e o sofá modular, disposto em ilha, que organiza os ambientes ao separar a área de TV da de estar, ao mesmo tempo que permite múltiplas configurações de uso.













































