Assinado pela arquiteta Thaís Dias, do escritório Thaís Dias Arquitetura e Interiores, este apartamento de 400 m², localizado no bairro Umarizal, em Belém, foi desenvolvido para um casal e seus três filhos: Maria Antônia, de 8 anos, Guilherme, de 6, e Julia, de 4. Os clientes chegaram ao escritório por indicação de amigos da arquiteta e buscavam um imóvel que acompanhasse a nova dinâmica da família, oferecendo mais espaço, conforto e ambientes voltados tanto para a convivência quanto para o lazer.

Comprado diretamente da construtora, o apartamento foi entregue sem paredes internas e ainda no reboco, o que permitiu à arquiteta desenvolver toda a planta a partir das necessidades dos moradores.

Entre os principais pedidos estavam quatro suítes completas, sendo uma para cada filho, com identidades próprias, além de uma suíte master com amplo closet, banheiro com bacia sanitária isolada e um espaço reservado para leitura.

O programa também contemplou um living integrado para receber convidados, um hall de entrada marcante, cozinha ampla e funcional, biblioteca, ambiente para charutos, diversos cantos de leitura, um estar íntimo para assistir à televisão e montar Lego com as crianças, além de um bar destinado à coleção de garrafas do morador.

A área social foi organizada em torno de um amplo living que integra sala de estar, biblioteca, charutaria, bar, sala de jantar e varanda. O conceito do projeto parte de uma linguagem contemporânea combinada a mobiliário atemporal e à valorização do acervo da família, reunindo móveis herdados e obras de arte trazidas do apartamento anterior, incorporadas ao novo contexto. A decoração segue uma proposta eclética, reunindo referências de diferentes épocas e estilos.


A curadoria do mobiliário privilegiou peças assinadas por nomes como Sergio Rodrigues, representado pelas poltronas Tetê e Kilim e pelos bancos Deck e Mucki; Jean Gillon, com a poltrona Jangada; Jader Almeida, autor das banquetas do bar Bossa; e Estúdio Orth, responsável pela luminária de piso. A seleção também inclui móveis da Érea, Entreposto e By Kamy.

O acervo artístico também ocupa papel importante na composição dos ambientes, reunindo obras de Di Cavalcanti no hall de entrada, Burle Marx ao lado da biblioteca e Haydea Santiago sobre uma cômoda que pertencia aos moradores e foi relaqueada para o projeto. O apartamento ainda abriga trabalhos de artistas paraenses, como Alberto Nicolau, Dina, Paulo Azevedo e Emmanuel Nassar.

A base cromática das áreas de convivência é composta por tons terrosos, com destaque para mostarda, verde e caramelo, pontuados por elementos em preto.
Em todo o apartamento foi especificado para o piso o porcelanato Lombarda Viva Avorio, da Portobello, em padrão terrazzo, com rodapé duplo do mesmo material e 40 centímetros de altura. Para acrescentar textura, a arquiteta revestiu algumas paredes da sala com placas cimentícias da linha Pedra Puglia, da Castelatto, inspirada nas pedras rústicas das masserias da região italiana da Puglia.

As marcenarias, executadas pela Florense e desenhadas pelo escritório, receberam acabamento em lâmina natural de nogueira e foram combinadas com mármore Verde Guatemala e quartzito Perla Santana. No bar, considerado um dos pontos centrais do projeto, a coleção de garrafas do morador fica exposta em uma estrutura de quartzito com prateleiras em mármore, tendo como fundo papel de parede dourado e obras de arte.

O hall do elevador recebeu piso em mármore Verde Guatemala paginado em espinha de peixe, rodapé invertido iluminado, revestimento em lâmina natural de nogueira e uma porta desenhada pelo escritório em ferro fundido com pintura eletrostática verde e puxadores em latão. Já na área social, portas verdes com o mesmo desenho reforçam a identidade visual do projeto. Na varanda integrada, antigos móveis dos moradores compõem um ambiente de estar voltado para a convivência.

A cozinha foi projetada para atender à rotina da família e ao hábito do morador de cozinhar.

O ambiente recebeu piso em ladrilho hidráulico off-white e azul da Colormix, mesa em madeira maciça, armários da Florense e revestimento cerâmico da linha Guache, da Portobello, aplicado verticalmente.

Entre a elaboração, aprovação, execução da obra e finalização da decoração, o projeto foi concluído em aproximadamente um ano e meio. Segundo a arquiteta Thaís Dias, o principal desafio foi conciliar os gostos do casal. “Ele é mais clássico, ela mais contemporânea. Mas chegamos a um resultado que agradou a ambos”, conclui.












































