No mês em que a cidade de São Paulo comemora 470 anos, é impossível não refletir sobre a rica história e a evolução arquitetônica que contribuíram para moldar esta grande metrópole. A Kruchin Arquitetura se destaca como uma influência significativa, deixando sua marca no cenário urbano da capital paulista, seja por meio dos projetos autorais, de requalificação urbana ou restauro de obras históricas da maior cidade da América do Sul.

Edifício Sampaio Moreira

Edifício Sampaio Moreira
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Com 54 m de altura e 13 andares, o Edifício Sampaio Moreira foi o primeiro arranha-céu da cidade de São Paulo, mantendo o título de mais alto por cinco anos, até a construção do Edifício Martinelli, também no centro. Além disso, representa a obra inaugural da fase metropolitana de São Paulo.

O projeto de restauro reestruturou a lógica interna da edificação, introduzindo novos eixos de circulação por meio de um volume de passarelas metálicas inseridas no vazio entre blocos. Isso foi feito sem perder de vista o desenho primitivo, que continua presente em todos os ambientes. Destacam-se no conjunto a restauração dos antigos elevadores, a criação de uma praça auditório interligando os ambientes e as placas metálicas que compõem o forro, recebendo todas as novas infraestruturas.

Edifício Sampaio Moreira
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A nova praça, com 400 m², oferece uma área coberta para uso cultural, como pocket shows, seminários e lançamentos de livros. O acesso para os visitantes é feito pelo prédio vizinho, que foi desapropriado e teve sua fachada restaurada para servir de entrada para a nova praça. No térreo, a Casa Godinho continua em funcionamento, sendo a mercearia mais antiga que a própria construção e considerada patrimônio imaterial da cidade desde 2013.

Edifício Sampaio Moreira
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Parque Augusta

Parque Augusta
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Depois de um longo período de debates e definições, São Paulo ganhou um novo parque público, o Parque Augusta, situado na região central da cidade. Com projeto da Kruchin Arquitetura e resultado de uma Parceria Público-Privada entre a SETIN Incorporadora, Cyrela e a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura da Cidade de São Paulo (SMVA), o projeto nasceu com a missão de resgatar elementos históricos da cidade.

“Uma nova área verde dessa magnitude é, sem dúvida, de grande importância e representa um ganho para a população, que agora dispõe de um novo espaço público de qualidade para desfrutar. Contudo, o mais significativo desse processo foi a incorporação de registros históricos que estavam soterrados. Além disso, trata-se de um parque que contribui para contar parte da história da Educação na capital, dos seus espaços públicos e dos seus jardins”, destaca Samuel Kruchin.

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Parque Augusta
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Em uma área de quase 25 mil m², o terreno abriga fragmentos de construções históricas datadas do início do século 20. No local, encontravam-se a Escola Santa Mônica, o Instituto Sedes Sapientiae e o tradicional Colégio Des Oiseaux. É desse último estabelecimento que se origina um dos elementos centrais do novo parque: o Jardim Des Oiseaux.

Considerado o sexto parque mais visitado da capital, também conhecido como “praia paulistana”, o Parque Augusta já atraiu mais de 2 milhões de visitantes desde a sua inauguração em 2021.

Parque Augusta
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Praça Pamplona

Praça Pamplona
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Localizado em uma área com mais de 6 mil m² no bairro da Bela Vista, região central de São Paulo, o complexo multiuso abriga um edifício comercial, centro de pesquisas, casarão restaurado, Teatro Digital e Planetário, este último destinado a apresentações científicas e educacionais, operando por imersão do espectador em 360 graus nas imagens projetadas.

Praça Pamplona
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Os espaços do complexo harmonizam modernidade, tecnologia e conhecimento, integrando áreas públicas e privadas. “Ao projetarmos desde os bancos até a torre comercial, conseguimos um desenho que unifica todos os elementos”, afirma Samuel Kruchin, arquiteto titular da Kruchin Arquitetura.

Situado em uma reentrância do lote com independência em relação a todas as demais edificações, a expressão do complexo se destaca principalmente a partir das praças centrais. A premissa fundamental era preservar a autonomia de cada construção, evitando sobreposições. Era imperativo estabelecer um diálogo harmonioso entre as novas edificações, integrando-as de maneira coesa com a expressividade do antigo casarão tombado. “O que ajudou foi termos definido um grande e longo eixo que liga as edificações, o qual também traz a sensação de que o projeto é invadido pela cidade”, completa.

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Praça Pamplona
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Blumenthal

Blumenthal
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Na rua João Moura, uma das vias mais importantes de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, o empreendimento comercial se destaca por conciliar a preservação do patrimônio arquitetônico local a uma nova edificação comercial.

Blumenthal
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O Edifício Edith Blumenthal mantém a frente de um conjunto de casas, preservando a imagem tradicional da rua e a escala do pedestre por meio da conservação das fachadas, que remetem a uma época da arquitetura paulista, juntamente com a presença de varandas. “O projeto teve o cuidado de se contextualizar ao entorno. Ao lado da nova construção há uma vila do início do século, e por isso buscamos a manutenção de traços da cidade antiga sem deixar de atender às necessidades da cidade contemporânea”, pontua.

Blumenthal
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Palácio da Justiça

Palácio da Justiça
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O icônico edifício, construído no centro de São Paulo entre os anos 1920 e 1940, ocupa uma área de 25 mil m² com uma planta simétrica. Em seus ângulos, destacam-se quatro torreões, cujas alas distribuem-se pelos ambientes.

Palácio da Justiça
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O processo de restauro, sem modificar profundamente sua constituição espacial, teve como objetivo contornar décadas de intervenções, adaptações, desgastes e interferências externas provenientes do ambiente urbano. “O Palácio da Justiça não nasce apenas como um edifício, mas como um marco, um totem erguendo-se precisamente ao centro de uma densa massa urbana em expansão acelerada e na esteira do complexo de instituições oriundas de uma república e de uma constituição há pouco instaladas”, afirma Samuel Kruchin.

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