<span class=”hidden”>–</span>Airgrow/Reprodução

Antigamente, quando falávamos em jardim, logo vinha em mente espaços grandes e exuberantes, compostos por várias espécies de plantas e que automaticamente dependiam de certas habilidades e muita dedicação para ficar com a manutenção em dia.

Projeto de Studio Tan-GramEstúdio São Paulo/Casa.com.br

Esse “estereótipo”, no entanto, tem mudado bastante, com um número cada vez maior de pessoas que criam seus próprios jardins em pequenos espaços, inclusive dentro de casas e apartamentos.

Para aqueles que ainda acham que cuidar das plantas é algo muito complexo, o engenheiro agrônomo da Forth Jardim, Marcos Feliciano, explica um passo a passo básico para quem também quer aderir a jardinagem caseira:

Plantando

Projeto de Studio Guadix.Guilherme Pucci/Casa.com.br

Quando vamos cultivar plantas em vasos lembramos logo da terra, mas existem outras duas opções que tem a mesma finalidade: o substrato e o condicionador. Porém, cada produto tem a sua particularidade e saber a diferença entre eles pode ajudar na hora de escolher qual das opções é a mais adequada:

A terra comum pode ser retirada da natureza, ou ser de origem vegetal (quando vem de um processo de compostagem de materiais orgânicos).

<span class=”hidden”>–</span>Neslihan Gunaydin/Unsplash

O substrato não tem terra na composição, geralmente é de origem orgânica, mas também pode ter material mineral. A vantagem dele em relação à terra é não conter sementes de mato e ser livre de pragas ou doenças.

O condicionador é um material orgânico e como o próprio nome sugere é usado para “condicionar”, melhorar o solo. Então se você já tem terra em seus vasos ou jardim e quer melhorá-la essa é a opção mais indicada. Quando misturados à terra ele a deixa mais solta, ajuda a reter mais água e mais adubo.

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Nutrindo

<span class=”hidden”>–</span>Bloomscape/Reprodução

Depois de iniciado o cultivo, o próximo passo é a manutenção da planta. Para isso são utilizados os fertilizantes, que são produtos que servem para nutrir o solo, que podem ter origem orgânica ou mineral. A terra ou substrato, mesmo aqueles que contém algum tipo de fertilizante, vão se esgotando e por isso a adubação é necessária.

Um exemplo prático é a jabuticabeira. Se ela produz bem em vaso e você colher todos os frutos e não a adubar, com o passar do tempo vai colher cada vez menos, pois está retirando os frutos que continham os nutrientes que foram absorvidos da terra. Com a adubação você devolve o que tirou e assim a planta se mantém produtiva.

Em geral, a adubação deve ser feita a cada 30 dias e é importante utilizar fertilizantes que oferecem mais nutrientes, tanto “macro” quanto “micro”.

Projeto de Korman Arquitetos.Gui Morelli/Casa.com.br

Assim, como os humanos, as plantas também precisam se alimentar, sendo que para elas alguns dos nutrientes essenciais são: nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre, boro, cobre, molibdênio, zinco, ferro e cloro, sendo que o último já é fornecido água de irrigação e nos fertilizantes minerais.

Defendendo

Projeto de Glik Interiores.Marco Antonio/Casa.com.br

Conhecido como produtos domissanitários para uso de jardinagem amadora, os “defensores” são produtos registrado pela Anvisa e podem ser utilizados com segurança em suas plantas para controle de pragas ou doenças.

Se suas plantas forem atacadas por insetos, por exemplo, como: pulgões, lagartas, cochonilhas ou outros é indicado usar Forth Inseticida. No caso de problemas com fungos, ferrugem, pinta preta, mofo branco a indicação é Forth Fungicida. Já para formigas cortadeiras é possível usar a isca granulada ou o Forth Formicida mata no ninho (Fipronil), caso seja “formiga de jardim”.

Você também pode tentar alternativas naturais, como spray de alho e até mesmo cerveja!

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