Roca Cerámica Brasil/Divulgação

Na hora de comprar um revestimento, sempre fica aquela dúvida: quantas caixas ou m² levar? Para ajudar nisso, um bom planejamento é essencial.

“Antes de sair para comprar, é necessário fazer um cálculo simples da área que será revestida, levando em consideração seu formato, metragem, aberturas, existência ou não de rodapés, entre outros fatores. Até mesmo quebras e imprevistos devem entrar na conta”, diz Christie Schulka, Marketing Manager da Roca Brasil Cerámica. Confira:

Revestindo pisos

Calcular a quantidade de revestimento para pisos é bastante simples e deve levar em conta o formato do ambiente. Para áreas retangulares, basta multiplicar o comprimento pela largura do ambiente, tendo assim a área total que se deseja revestir. Em seguida, deve-se fazer a mesma coisa com a peça escolhida para aplicação.

Com essas medidas definidas, basta dividir a área do ambiente pela área da peça, encontrando assim a quantidade de peças exatas para fechamento do ambiente.

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“É importante considerar que, junto ao número de peças encontrado, deve-se acrescentar uma margem de segurança, prevendo perdas no assentamento ou recortes e, também, para manutenções futuras”, aponta Fernando Gabardo, Coordenador de Assistência Técnica da Roca Brasil Cerámica.

Para formatos de até 90 x 90 cm recomenda-se uma margem em torno de 5% a 10% da área total a ser revestida. Já para os grandes formatos, o ideal é ter de 3 a 6 peças a mais.

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Para medição de ambientes integrados, uma dica é realizar a divisão dele em áreas menores, que serão medidas individualmente e, depois, somadas. “Além de facilitar, isso garante uma medição mais precisa”, diz Gabardo.

Agora, quando se fala de áreas não tradicionais, como um triângulo, a medição é feita através da multiplicação do comprimento e largura, que depois serão divididos por dois. “Para ambientes como esses, a margem de recortes ou perdas será maior. O ideal é adquirir de 10 a 15% a mais, como segurança”, explica o especialista.

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Se o consumidor desejar fazer o cálculo em número de caixas de revestimento a serem compradas, basta dividir a área total que se deseja revestir pelo m² indicado na caixa do produto escolhido, sempre lembrando de considerar o percentual de segurança recomendado.

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Cálculo para as paredes

Quando o assunto é paredes, basta multiplicar a largura de cada uma delas pela altura do ambiente. Depois, é necessário subtrair as áreas que contenham portas ou janelas, uma vez que elas não serão revestidas.

Também é possível calcular o perímetro – soma da largura de todas as paredes que compõem o ambiente – que, depois, deve ser multiplicado pela altura do espaço. Nesse caso, vãos como portas e janelas também devem ser subtraídos. “Para paredes, também é essencial somar a margem de segurança de 5% a 10%”, reforça Fernando Gabardo.

Incluindo rodapés

Para rodapés, é essencial definir sua altura, que normalmente variam de 10 a 20 cm. “É a partir dela que será possível saber em quantos pedaços uma peça de porcelanato poderá ser cortada”, explica o especialista da Roca Brasil Cerámica.

Para um rodapé de 10 cm, uma peça de 60 cm pode ser cortada em seis pedaços, por exemplo. Já para um rodapé de 15 cm, essa mesma peça renderia apenas 4 recortes. “O ideal é escolher medidas que possibilitem a divisão exata, garantindo assim um melhor aproveitamento da peça”, diz, Fernando Gabardo.

Parede com revestimento espinha de peixe

Margem de segurança

Independente da área que se deseja revestir, incluir uma margem de segurança na quantidade de revestimento adquirido é essencial. “Além de garantir que se tenha peças o suficiente em caso de imprevistos ou eventuais quebras, essa porcentagem a mais garante que se tenha produtos do mesmo lote e, portanto, mesma variação de cor”, explica Gabardo.

Em alguns casos, revestimentos de lotes diferenciados podem apresentar uma leve variação de cor, originária de seu próprio processo produtivo. Portanto, para ambientes harmônicos, o ideal é que os produtos sejam adquiridos na mesma compra.

Dica de especialista

Para peças de grandes dimensões, o cuidado deve ser ainda maior, pois não ter peças para manutenção e reposição futura pode comprometer todo o ambiente. “Quando não se adquire peças sobressalentes, corre-se o risco de ter que refazer todo o ambiente”, alerta Gabardo. Mas como guardar e armazenar revestimentos tão grandes, sem ter a certeza de quando serão utilizadas?

“Nossa dica para resolver esse impasse é compor no projeto uma mesa que utilize o SuperFormato como tampo”, diz o especialista. Assim, é possível acomodar algumas peças a mais do revestimento no espaço entre a base do tampo e o tampo em si. “Sem dúvidas é uma solução inteligente para armazenar estas grandes peças com segurança e também valorizar o novo ambiente”, conclui.

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