Casa A é refúgio para a família na mostra Casa NaToca
A mostra de decoração e design Casa NaToca se prepara para estrear no dia 16 de janeiro (sábado) em versão online, no momento em que a palavra de ordem ainda é o recolhimento. Será a quarta edição do evento, após duas no Rio e uma em São Paulo. Na proposta virtual, a essência da Casa NaToca está mantida, com a curadoria que privilegia soluções originais e criativas, e transforma a residência em uma casa lúdica de família, com crianças.
Com o tema de Refúgio, a casa Mapu, que “fica“ na Patagônia, tem 25 ambientes divididos em 5 grupos: Casa Snake, Casa A, Lofts, Pavilhão e Outras Atrações. A Casa A é um espaço de lazer para a família, com dois ateliês (um para Pati, que é modelo, e outro para as crianças, Ben, de 3 anos, e Cora, recém-nascida) e uma brinquedoteca, que segue a premissa de estímulos à arte, à criatividade e ao relaxamento.
Veja abaixo a galeria com as fotos dos três ambientes.
A imagem que se tem do ambiente de 20 m², criado pelas arquitetas Thaynã Fornaciari e Fernanda Ziermann, é o de uma grande caixa de madeira clara, ripada, com visual limpo.
(DivulgaçãoCasa.com.br)
A imagem que se tem do ambiente de 20 m², criado pelas arquitetas Thaynã Fornaciari e Fernanda Ziermann, é o de uma grande caixa de madeira clara, ripada, com visual limpo.
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Há três níveis diferentes, mas todos conectados por sacadas, escadas e escorregas, revestidos de pinus com diferentes texturas e tramas, desenhando um efeito visual dos mais interessantes. Uma grande pintura de árvores e animais típicos da região, assinado por Juliana Bernabó, cobre uma das paredes.
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No térreo, a ideia foi deixar o espaço mais livre para as brincadeiras. É ali que ficam os móveis da minicozinha, composteira e jardinagem – lançamentos do Estúdio Minca, marca de Thaynã. No segundo nível, tem a estação de “pesquisa/laboratório” para os pequenos desbravarem os materiais “catados” nas redondezas, como folhas e pedras.
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De lá, um grande escorrega em curva desemboca numa piscina de almofadas em forma de folhas. Em cima, fica o convite à observação e ao relaxamento. Por uma rede protetora, dá pra ver (e se jogar) os espaços embaixo, e ainda o céu, através da claraboia.
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“A gente queria dar a percepção de que tudo está inserido dentro do mesmo universo orgânico e fluido. Procuramos expressar isso no layout, onde os ambientes se conectam e a brincadeira se espalha por toda parte”, conclui Fernanda.
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A arquiteta mineira Suzana Azevedo imaginou um espaço “em branco”, sob medida para ser tingido com pigmentos naturais extraídos de frutas silvestres, folhagens e flores catadas na região.
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A música (vitrola e discos de vinil), a leitura (livros empilhados), a fotografia (câmera antiga) e a própria natureza são inspirações para as criações, que se espalham pela mesa e o aparador, ambos desenhos de Suzana.
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Tudo isso vai se transformar, ali, em matéria prima para experimentações de tingimento natural de tecidos, o hobby da dona da casa.
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O estilo de vida sustentável da família também foi levado em conta na escolha de cada objeto: há as cestas e velas artesanais (veganos) da Doce Alba, as peças em 100% algodão da Hygme e os ladrilhos hidráulicos, feitos por um pequeno produtor em Minas Gerais (em uma fábrica original de 1920)
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Repare que a paginação do piso (Arte em Ladrilhos) faz alusão ao traço dos povos originários do Chile, representando a Cruz Mapuche, que significa “eternidade”. Alguns materiais também referenciam essa ancestralidade indígena da região, como o trançado das palhas, as rústicas arandelas e colheres de madeira.
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Para aquecer, há o calefator e mantinhas em tricô (Hygme). “O espaço faz um verdadeiro convite ao slow living, e reverencia as práticas artesanais”, conclui Suzana.
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O objetivo aqui é fazer os pequenos soltarem a imaginação em um ateliê repleto de cores e texturas, incentivando o manuseio de argila, terra, pedras, folhas, tintas ecológicas e retalhos de tecido. Esse espaço lúdico, de 10 m², foi tingido com uma paleta de azul, rosa velho e amarelo mostarda – misturada com diferentes tonalidades terrosas.
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A arquiteta Julia Landeiro desenhou uma grande bancada em corian azul claro, repleta de compartimentos e nichos, e com uma cuba na altura acessível aos olhos dos pequenos – inspirada no método Montessori. A famosa bobina de papel para desenhos foi substituída por um grande rolo de tecido suspenso e chamam atenção também os pêndulos em acrílico, que se destacam junto à janela.
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“A transparência deste material permite muitos meios de interação. Os pêndulos servem também para que as crianças possam se pendurar e levá-los até o piso, testando o equilíbrio em uma gangorra divertida”, explica a arquiteta.
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A mesma textura aparece no tampo da mesa retrátil (ela pode ser recolhida e encaixada no painel) e nas cadeirinhas – ambas criações de Julia.
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Para completar, o painel pegboard (em leve degradê tingindo a madeira), e lousa em formato de árvore com uma copa de madeira que funciona como um varal para expor as obras dos mini artistas. Há ainda a parede com pintura artística, criação de Catarina Thomaz (Nossa Bossa) especialmente para o espaço.