A essência de um quarto aconchegante não depende somente do estilo decorativo. Para a arquiteta Rosangela Pena, o principal está ligado à saúde. “No momento em que o morador se recolhe no cômodo, é preciso que encontre equilíbrio, descompressão e tranquilidade nas esferas física, mental e emocional”, avalia.

Para ela, o projeto de interiores ideal deve dialogar com as referências mais íntimas de quem o habita. “Enquanto na área social pensamos nas pessoas como um todo, inclusive aquelas que serão recepcionadas, é no dormitório que elevamos o bem-estar do cliente a um patamar ainda mais elevado”, observa, acrescentando que não se trata apenas do sono de qualidade, mas também da possibilidade de convívio em casal ou em atividades individuais, como a leitura.
A profissional destaca cinco peças importantes. Acompanhe:
1. Iluminação quente e indireta

A iluminação que propicia sensações de conforto e proteção não pode ficar de lado. A luz correta conduz o morador ao repouso e ao sono. “No cenário oposto, pode ocorrer o contrário e, embora cansado, a pessoa desperta os sentidos e se vê ainda mais agitada”, pontua Rosangela.

Dessa forma, ela recomenda iluminação indireta e o uso de abajures, arandelas e outros recursos próximos à cama e com fácil acesso para acionamento e regulagem. “A temperatura de 3000K da luz é prazerosa por não incomodar a visão e entregar uma atmosfera convidativa”, sugere.
2. Roupa de cama confortável

Considerando o tempo que passamos em contato com as peças, a arquiteta reforça a importância do enxoval.
Sobre as cores, ela diz que o conjunto pode apresentar cores mais sóbrias e fechadas, como o azul e verde escuros, ou versões dentro da paleta de tons pastel. “Prefiro evitar opções muito saturadas, como o vermelho e o laranja, que tendem a ser mais estimulantes. E isso vai contra o pretendido”, observa.
3. Cortinas

Elas não são apenas adereços que vestem parede e janela: nos dormitórios, as cortinas contribuem para suavizar a iluminação natural e zelar pela privacidade. As cortinas com blackout (ou blecaute) são excelentes para garantir um ambiente escuro, tão importante para o sono de qualidade.
4. Tapete

Disposto abaixo da cama ou, na versão passadeira, nas laterais da cama, a arquiteta considera que o tapete é um elemento a ser considerado pela conveniência do conforto. “Chega a ser um carinho o contato agradável dos pés descalços com a textura do material”, explica.

Entre os critérios de escolha, é essencial seguir a paleta de cores do cômodo para que o tapete não se torne uma peça desconectada do conjunto. No que diz respeito às medidas, independentemente do modelo da cama, é primordial considerar o avanço lateral do tapete entre 50 e 70 cm. As passadeiras acompanham largura semelhante e o comprimento pode variar entre 1,50 e 2 m.
5. Almofadas e mantas

Elas já foram citadas anteriormente e, embora muitos possam considerá-las como recursos de menor importância, Rosangela aponta justamente o contrário: a inserção de almofadas e mantas é responsável por adicionar volume, textura e uma sensação mais convidativa à cama. “São itens que nos ajudam a construir camadas que arrematam a composição”, ressalta.












































