Assinado pelas arquitetas Giuliana Drummond e Thais Albuquerque, do escritório Yebá Arquitetura, o apartamento de 85 m² no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, tornou-se o refúgio de fim de semana e férias de uma empresária, residente em São Paulo, que costuma aproveitar o espaço ao lado do filho de 11 anos. Ao adquirir o imóvel, ela buscava mais que um endereço carioca: queria um lugar para viver momentos especiais, criar memórias e se sentir verdadeiramente em casa.

As arquitetas propuseram uma reforma completa, abrindo a planta original e reorganizando todos os ambientes. O apartamento, antes compartimentado e com apenas um quarto e um banheiro desproporcional, foi totalmente reconfigurado.

A antiga despensa, área de serviço e cozinha deram lugar a um espaço integrado à sala de estar; o antigo banheiro foi transformado em um novo quarto; parte da cozinha converteu-se em um banheiro no corredor — que também funciona como lavabo para visitas —; e o quarto existente tornou-se uma suíte com acesso à varanda.

Ao final, a planta passou a contar com sala integrada à cozinha, varanda, corredor, dois quartos (sendo uma suíte) e um banheiro social/lavabo.

Desde o início, a cliente manifestou alguns pedidos essenciais: preservar elementos originais — como portas, rodapés, piso de taco e esquadrias de madeira —; criar um ambiente solar, leve e alegre; evitar marcenaria em excesso; e privilegiar móveis soltos, trazendo versatilidade e uma atmosfera descontraída, distinta do estilo rígido de seu apartamento em São Paulo.
Quartzitos naturais definem tonalidades da paleta de apê 50 m²

O projeto foi guiado pela ideia de um apartamento leve, colorido e descontraído, inspirado na luz e na informalidade da cidade. A valorização dos elementos originais se combinou a soluções contemporâneas de integração, enquanto referências artesanais reforçaram o caráter único do lar, como o painel de azulejos pintados à mão, localizado na varanda.
A decoração mistura peças novas com itens afetivos da cliente. Entre os objetos reaproveitados estão as cadeiras Lucio, de Sergio Rodrigues, e alguns acessórios decorativos. Como a marcenaria foi pensada apenas para pontos estratégicos — executada em lâmina natural de freijó e laca verde —, os móveis soltos assumem protagonismo. Na área social, destacam-se os banquinhos Xaxado (da Mula Preta) e Marcos (do Sergio Rodrigues), a mesa de jantar com base em concreto e o carrinho-bar Mono.

A paleta de cores combina tons neutros e calorosos, com predominância de verdes em diferentes intensidades: mais fechado na cozinha, vibrante na varanda e suave no quarto.

O sofá em tom ocre, o pendente vermelho e a variedade de madeiras reforçam o clima descontraído.
Na cozinha, o piso em ladrilho hidráulico amarra a composição com charme, enquanto no restante do apartamento prevalece o piso original de taco em peroba do campo, restaurado. As paredes em branco-neve fosco contribuem para a luminosidade do conjunto.













































