owner pours dry food to the cat and dog in the kitchen. Master's hand. Close-up. Concept dry food for animals (Foto: Getty Images/iStockphoto)

 

Preparar a casa para receber um animal de estimação é quase um rito de passagem para os futuros pais e mães de pet, certo? Mas sabemos que alguns detalhes podem ser confusos, sobretudo para quem nunca teve um bichinho antes. Dúvidas sobre quais itens comprar, cuidados médicos iniciais e alguns detalhes da rotina são normais em um primeiro momento.

 

Segundo a médica veterinária Thaís Matos, da empresa de serviços para animais de estimação DogHero, o primeiro passo é diferenciar as necessidades de um filhote de um cão ou gato adultos. “No caso dos cães adultos, a sua chegada envolverá mudanças no dia a dia, como pensar na rotina de passeios e alimentação, a disposição dos móveis, objetos que o animal de estimação alcança etc”, explica. Já no caso dos filhotes, Stella Figueiredo, também médica veterinária da DogHero, afirma que é preciso primeiro preparar a casa para evitar acidentes domésticos. “O tutor deve tirar ou arrumar tudo que possa causar acidentes ao animalzinho de estimação, como materiais cortantes ou pontiagudos e buracos. Se tiver na residência armários com produtos químicos, o tutor deve trancá-los e ainda cobrir as aberturas, pois o pet pode tentar passar e acabar ficando preso. Também precisa verificar se o local onde o filhote vai dormir não possui umidade, calor ou frio excessivo”.

A seguir, Thaís e Stella listam algumas outras dicas importantes para saber antes da chegada do pet:

O que comprar?

No caso de cães, a médica afirma que os itens essenciais independentemente da idade do pet são coleiras, guia e identificação, caso seu cãozinho se perca. É importante também ter dois recipientes de alimentação separados, um para água e outro para comida. Os brinquedos também devem ser incluídos no pacote, pois evitam que os bichinhos sintam ansiedade quando estão sozinhos. Por fim é necessário, claro, uma caminha e / ou casinha para o cão.

Sheltie Hund liegt im Körbchen  (Foto: Getty Images/iStockphoto)

 

No caso dos gatos, a identificação também é importante e a casa deve, de preferência, estar equipada com telas em janelas e portões para evitar acidentes. Os gatos também precisam de dois recipientes separados para se alimentarem, um para água e outro para ração. Além da cama, os gatos também amam tocas e caixas. Deixar algumas prateleiras baixas vazias também costuma ser uma maneira de entreter os felinos. “Além disso, cobertores e mantinhas conferem conforto e ainda podem ajudar você no dia a dia, pois protegem o sofá“, recomenda Thaís. 

Cuidados médicos

O primeiro e mais importante ponto é a vacinação do seu pet. “É um método de imunização bastante seguro e é a melhor maneira de manter seu pet protegido. Siga as recomendações do veterinário para evitar que o seu bichinho fique doente logo ao chegar na sua residência. Por exemplo, é importante saber que o sistema imunológico dos filhotes de cachorro é mais fraco que o de um cão adulto: portanto, eles só podem sair para a rua depois dos 3 meses de idade, após tomarem vacinas e vermífugos indicados”, reforça a veterinária Thaís Matos. No caso dos gatos, costuma-se aplicar uma vacina múltipla (a partir dos 60 dias de vida), para protegê-los das principais doenças que atingem os felinos.

Depois, Stella Figueiredo ressalta que os pets filhotes não devem tomar banho até que todas as vacinas sejam aplicadas. “Como nos primeiros 30 a 45 dias o pet filhote vai ficar em casa, ele não costuma se sujar muito. Se o tutor perceber que há algum odor incomodando ou ainda alguma sujeirinha que precisa ser removida, pode usar produtos de banho a seco no filhote”, diz.

Spitz in the bathtub with shampoo foam on the head (Foto: Getty Images/iStockphoto)

 

Falando na hora do banho, é interessante tomar alguns cuidados quando for banhar seu pet, sobretudo se o seu cão ou gato for filhote. É preciso, antes de mais nada,  escolher corretamente o xampu e o condicionador indicados para o tipo do pelo e pele do animalzinho (consulte um veterinário). Depois, quando for banhá-los, lembre-se de proteger as orelhas do cão com um pedaço de algodão hidrófobo (encontrado em lojas especializadas para animais de estimação ou materiais médicos) durante o banho. Esse tipo de algodão é impermeável e evita a entrada de umidade, uma das causas da inflamação no ouvido. Também preste atenção na temperatura da água: o ideal é que ela esteja sempre morna, mesmo em dias quentes. Da mesma forma, o secador após o banho deve também estar sempre em uma temperatura amena, e nas patas e regiões com pouco pelo (barriga, e genitais) deve-se usar o ar frio.

Depois do banho, utilize os produtos adequados para higienizar o ouvido do seu filhote uma vez por semana ou a cada dez dias. O recomendado é usar algodão ou gaze e produtos para retirar cera, chamados ceruminolíticos. Não se deve utilizar cotonetes nem pinças, pois isso pode machucar a orelha do animalzinho. Veja, a seguir, o passo a passo fornecdio por Stella Figueiredo para limpar a orelha do seu animal de estimação:

1. Posicione o pet: coloque-o deitado confortavelmente no seu colo de forma que você consiga visualizar melhor o conduto auditivo. Se ele for muito grande, apoie apenas a cabeça;

2. Aplique o produto de limpeza na orelha: pingue a quantidade de gotas dentro do conduto, conforme a orientação do fabricante;

3. Massageie a orelhinha dele: delicadamente colocando o dedo polegar junto com o indicador abaixo do ouvido para que o produto possa entrar mais facilmente;

4. Retire a sujeira com o algodão ou gaze: retire as sujeiras da orelha, sem tentar penetrar profundamente, colocando um pedaço de algodão no seu dedo indicador e passando dentro da orelha com movimentos leves. Se for necessário, você pode pingar o produto no algodão, mas o algodão seco também irá ajudar a retirar o produto com a sujeira. Caso não se sinta confortável em aplicar o produto diretamente na orelha, você pode molhar o algodão e passaá-lo úmido para remover as impurezas externas mais difíceis.

Alimentação

Por fim, é importante prestar atenção ao tipo de comida que seu pet irá consumir. O alimento ideal para os bichinhos deve conter fontes de proteínas (carne bovina, suína, de frango, de peixe, soja e ovo), carboidratos (arroz, milho e outros), gorduras (óleos de origem animal e vegetal), vitaminas, fibras, minerais e água – tudo isso de forma equilibrada, e em quantidades e proporções corretas para a espécie. As rações também costumam vir com a suplementação de vitaminas e minerais não essenciais. “Ao escolher a ração, o novo pai e mãe de pet deve levar em conta os seguintes fatores:  porte do pet (pequeno, médio, grande ou gigante); idade (filhote, jovem, adulto ou idoso); condições de saúde (se é saudável ou se possui alguma doença crônica) e se é o pet é castrado ou não; e nível de atividade física (cão ativo ou sedentário)”, explica Stella.

 

Por fim, fique atento a alimentos que podem gerar intoxicação nos bichinhos. “Maracujá, uva, açaí, carambola, figo,  tomate, chocolate, cebola e alho estão na lista proibida para os cãezinhos, por exemplo. De qualquer maneira, os novos pais e mães de pets devem sempre consultar o médico veterinário de confiança para receber orientações a respeito da quantidade e qualidade dos alimentos fornecidos ao pet”, finaliza a veterinária.

 

 

 

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