Nova obra de Eduardo Srur é uma reflexão sobre a poluição do Rio Pinheiros



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A mais nova instalação de Eduardo Srur é um barco laranja de 8 m de comprimento em plenas margens do Rio Pinheiros. “Barco sobre um Rio Enterrado“, como é chamada a obra, ficará permanentemente exposta na ciclovia, próxima à ponte Cidade Jardim.

“Como é impossível navegarmos no Rio Pinheiros, fiz um barco que ficará atracado na margem como algo que existe, porém sem utilidade, até sua desintegração pelo tempo, pela sujeira, pelo descaso”, comenta Srur. “A ideia é documentar a obra durante os próximos anos e acompanhar seu desaparecimento. Tal qual a esperança que a sociedade tem com a despoluição deste rio invisível”, completa o artista plástico.

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A obra se trata de um work in progress, com registros fotográficos mensais e resultado final do trabalho ainda desconhecido. “Talvez eu desapareça antes da obra, ou incomode a ponto de ser retirada. Mas certamente é algo que preciso fazer como um alerta insistente para os governantes e as futuras gerações que viverão em São Paulo”, afirma Srur.

O Rio Pinheiros sempre foi palco de expressão do artista, inquieto e ligado as distorções deste não-lugar na paisagem urbana da cidade mais rica do país.

Suas obras se aproveitam do espaço público para chamar a atenção às questões ambientais e ao cotidiano nas metrópoles, sempre com o objetivo de ampliar a presença da arte na sociedade e aproximá-la da vida das pessoas.

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Também neste ano, o artista atracou o barco no Largo da Batata e no Parque do Povo para contrastar os rios tamponados de São Paulo com os canais abertos de Amsterdam, integrados a cidade.

As tulipas e coroas simbolizavam a identidade cultural holandesa e foram doadas para o público no final da exposição.

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