Por dez anos, a advogada carioca Cristiana Pinheiro Guimarães trabalhou em grandes escritórios no centro da cidade. Um belo dia, cansou da rotina intensa e das roupas clássicas de tons sóbrios. Resolveu mudar de profissão e de vida: foi estudar, por dois anos, consultoria de imagem no Instituto Marangoni de Paris. De lá, voltou completamente apaixonada por moda e sua conexão com a arte contemporânea. E começou a atuar nesse campo, desenhando cursos que fazem a ligação estética entre esses dois universos.

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“Ajudo cada um a construir o seu olhar sobre esses temas. Trago ideias, informações e mostro as interseções. Além disso, visito todas as feiras internacionais e, com isso, vou acumulando conhecimento. Junto com meu marido, virei uma colecionadora informal de arte contemporânea. Minha casa é minha galeria”, diz ela.

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Quando comprou a casa, um imóvel da década de 1970 assinado pelo arquiteto Jorge Hue, Cristiana se apaixonou pela bela luz intensa, filtrada em todos os ambientes, e a total integração com o jardim, dominado por uma figueira centenária. Convocou o escritório de Roberta Moura para pensar a reforma, mas ficou acompanhando tudo, de olho em cada detalhe. “Não queria ambientes abarrotados nem marcenaria fixa no estar. O negócio era ter muita parede e piso livres para expor arte”, conta.



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Hoje, sua sala exibe peças de alguns dos nomes mais badalados da cena brasileira, como Ernesto Neto, Maria Nepomuceno, Nelson Leirner e Antonio Dias. Todos arrumados de forma despretensiosa, desenhando uma circulação fluida pelos ambientes. “Gosto de conviver com esses trabalhos. São obras que me trazem alegria e emoção”, arremata.

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