México acusa grife de “apropriação cultural” por estampa em cadeira

México acusa grife de "apropriação cultural" por estampa em cadeira (Foto: Reprodução/Instagram)


 

O governo do México não gostou nada ao ver uma das peças da coleção “Dolls by Raw Edges” e pediu explicações à grife francesa Louis Vuitton, acreditando que possa ter havido “apropriação cultural” pela utilização de uma estampa tradicional indígena no desenho de uma cadeira de US$ 18.200 (cerca de R$ 68 mil).

 

“Sentimo-nos obrigados a consultar (a Louis Vuitton), de maneira respeitosa, se procuraram e, nesse caso, contaram com a colaboração da comunidade e de seus artesanatos para a elaboração da cadeira em questão”, diz a carta do Ministério da Cultura mexicano, com data do último dia 5. 

Em seu site, a marca afirma que a coleção tem “desenhos tropicais” e foi inspirada “no artesanato tradicional de todo o mundo e na herança de viagens” da grife, que pertence ao conglomerado de luxo LVMH.

No mês passado, o governo questionou também a grife Carolina Herrera por “apropriação cultural” de estampas indígenas. A justificativa para estar de olho no que vem sendo produzido é proteger a arte e a criatividade dos povos indígenas, evitando que empresas locais e estrangeiras copiem e roubem as criações sem dar retorno financeiro às comunidades mexicanas.

 

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