Manuscrito e cartas inéditas de Charles Bukowski estão à venda

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Manuscrito banido e cartas inéditas de Charles Bukowski estão à venda (Foto: Getty Images)


 

Os fãs de Charles Bukowski que têm curiosidade de ler algo inédito do escritor – que morreu há 25 anos – podem saciar a vontade em breve, se estiverem dispostos a pagar um valor um tanto salgado: o manuscrito “The Hog” completo com edições de lápis do autor e algumas dúzias de cartas escritas por ele estão à venda por US$ 27,5 mil (cerca de R$ 105 mil).

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De acordo com o “New York Post”, a preciosidade é oferecida pelo vendedor de livros raros Ed Smith em uma caixa feita de pele de porco e marcada na frente com um desenho de Bukowski. Até Larry Flynt (dono da revista pornográfica “Hustler”) teria considerado o texto obsceno demais para publicação.

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“Todo grande colecionador de Bukowski que acha que tem tudo. Bem, ele não tem isso”, provoca o vendedor. A história envolve um perverso milionário idoso, uma adolescente prostituta e um porco chamado Harry Truman, com as coisas acabando mal para os dois últimos.

Manuscrito banido e cartas inéditas de Charles Bukowski estão à venda (Foto: Reprodução)

 

John Martin, editor de longa data dos livros dele, também não ousou publicar a obra, por acreditar que o autor era melhor que o material – que não ajudaria sua reputação. “Nós conversamos logo depois que ele enviou para mim. A primeira coisa que ele disse foi: ‘Eu sei. Você não vai publicá-lo'”.

O ex-editor da “High Times”, Larry “Ratso” Sloman, para quem o autor escreveu as cartas, dá sua versão sobre o material. “Bukowski disse para mim: ‘Eu não sei se você tem coragem de publicar isso, mas eu quero te enviar (uma história)’. Era ‘The Hog’. Ele estava fazendo uma coluna para nós e eu mantinha cópias das histórias que publicamos. Este eles me devolveram [porque não ia ser usado] e eu guardei. Eu pensei no fundo da minha mente que poderia ser valioso algum dia”.

Martin contesta. “Esse cara chamado Ratso pediu a Hank (nome pelo qual todos chamavam Bukowski) para escrever a história mais suja que ele pudesse. Claro que acabei não publicando também. Se está muito quente para o Ratso, está muito quente para mim”. “Isso é ridículo. Eu nunca diria isso a ele”, rebate Ratso, que vendeu sua cópia da história e as cartas para Smith através de um revendedor por um valor entre US$ 10.000 e US$ 20.000 (de R$ 38 mil a R$ 77 mil). 

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