Rob Felt/ Georgia Tech/Reprodução

Já imaginou estar passeando, olhar para cima e ver um robô empoleirado no topo das árvores? Essa situação é comum para os visitantes do Storza Woods, uma das florestas do Jardim Botânico de Atlanta, nos EUA.

O Slothbot monitora, com movimentos longos, plantas, animais e tudo o que acontece no ecossistema, um teste para uma nova ferramenta high-tech para salvar algumas espécies ameaçadas no mundo.

Rob Felt/Georgia Tech/Reprodução

“O aparelho adota a lentidão como um princípio de design. Não é assim que os robôs são normalmente projetados hoje, mas sendo lento e com alta eficiência energética permitirá que ele permaneça no ambiente para observar coisas que só podemos ver estando presentes continuamente por meses ou até anos”, explica o professor de tecnologia Magnus Egerstedt, presidente da Escola de Engenharia Elétrica e de Computação.

Criado por engenheiros de robótica do Instituto de Tecnologia da Geórgia, o dispositivo é alimentado por painéis solares e um método atual de gerenciamento de energia.

Atlanta Botanical Garden/Reprodução

Quem caminha por Canopy Walk, extensa passarela de 180m de comprimento, consegue ver Slothbot se movendo ao longo de um cabo, amarrado entre duas grandes árvores, enquanto monitora temperatura, clima, níveis de dióxido de carbono e outras informações. 

Com funções valiosas para o futuro, o dispositivo é fofo, assim como os próprios bichos-preguiça, e inteligente, pois se move apenas quando necessário e localiza a luz do sol para recarregar sua bateria. 

John Toon/Georgia Tech/Reprodução

Com cerca de um metro de comprimento, o invólucro impresso em 3D do aparelho ajuda a proteger seus motores, engrenagens, baterias e equipamentos de detecção do clima.

“O objetivo mais empolgante que demonstraremos com este projeto é a união da robótica e tecnologia com a conservação. Fazemos pesquisas de proteção de plantas e ecossistemas ameaçados em todo o mundo e SlothBot nos ajudará a encontrar maneiras novas e empolgantes de avançar em nossas metas”, afirma Emily Coffey, vice-presidente de Conservação e Pesquisa do Garden.

Rob Felt/Georgia Tech/Reprodução

Entender o que está acontecendo com polinizadores, interações entre plantas e animais, entre outros fenômenos, que são difíceis de observar, é o principal objetivo da iniciativa. O robô poderá ajudar cientistas a compreender quais fatores afetam os ambientes críticos, fornecendo uma ferramenta moderna para o desenvolvimento de informações necessárias para preservá-los. 

Após o teste em Atlanta, Slothbot deve ir para a América do Sul com a intenção de observar as orquídeas e a vida de sapos ameaçados de extinção, uma alternativa para a rápida perda de biodiversidade e espécies.

*Via Atlanta Botanical Garden

 

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