Elizabeth de Portzamparc

Localizado em Nîmes, conhecida como a Roma francesa, o Musée de la Romanité, assinado pela arquiteta, urbanista e designer brasileira Elizabeth de Portzamparc, será inaugurado no próximo dia 2 de junho. Ao todo, cinco mil peças da coleção arqueológica da cidade – entre fragmentos arquitetônicos, mosaicos, esculturas, cerâmicas, moedas, painéis e outros objetos – comporão o acervo fixo do museu.

Elizabeth de Portzamparc

Distribuídas por 9,1 mil metros quadrados, as exposições foram divididas em três grandes períodos: gaulês (pré-romano), romano e medieval.

Elizabeth, que venceu um concurso em 2012 para projetar o prédio, é responsável também pela museografia, pelos interiores e pelo mobiliário. Os visitantes serão levados por um percurso cronológico, que vai desde o século 7 a.C.  até a Idade Média e conta também com o legado romano no século 19, que utiliza tecnologias como reconstituição digital, animações e realidade aumentada – além de mapas, linhas do tempo e telas –, para contextualizar as peças à mostra.

Elizabeth de Portzamparc

Uma casa gaulesa, no estilo pré-romano, também foi construída ali e integra o acervo. A época romana, aliás, foi homenageada pela arquiteta quando projetou as fachadas do museu. Compostas por aproximadamente sete mil lâminas de vidro serigrafado, as estruturas reinterpretam a tradição do mosaico.



Elizabeth de Portzamparc

No centro de Nîmes, o Musée de la Romanité fica em frente a um pequeno coliseu. Aproveitando a vista, Elizabeth criou um terraço com jardim que funciona como um mirante da cidade. Ali, é possível ver, além das arenas romanas, a torre Magna, que data da fundação da cidade. Esse espaço é uma reverência da profissional às suas origens brasileiras, assim como à obra de Oscar Niemeyer  (1907-2012).

Elizabeth de Portzamparc

Além do espaço verde no terraço, um jardim arqueológico de 3,5 mil metros quadrados foi projetado pelo paisagista Régis Guignard em uma rua pública que atravessa o museu e onde se encontram os vestígios de uma muralha romana. Com três camadas, que se referem aos três grandes períodos do museu, as espécies de árvores, arbustos e plantas foram escolhidas de acordo com as trocas, influências e ocupações em Nîmes.

Elizabeth de Portzamparc

O Musée de la Romanité será completo com livraria, auditório, café e o restaurante La table du 2, com cardápio assinado por Franck Putelat (duas estrelas no guia Michelin pelo restaurante Le Parc, em Carcassonne).

 

CASA CLAUDIA

©