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Durante a execução de uma obra, a definição pelo melhor tipo de rejunte é tão importante quanto a escolha do próprio revestimento. Afinal, com um rejuntamento bem realizado, além da estética, o morador segue com a tranquilidade de uma casa sem problemas futuros com o descolamento de peças, infiltrações, mofo ou bolor, entre outros dissabores. No mercado, é possível encontrar três tipos diferentes de rejunte: cimentício, acrílico e epóxi.

Além de resultar em uma aparência elegante, que contribui com a decoração como um todo, o rejunte tem por objetivo preencher o espaço entre as placas, evitando fissuras e absorção de água, pois impermeabiliza as juntas existentes.

“Porém, o produto também tem uma outra função, que é a de alinhar o revestimento”, explica a arquiteta Karina Korn, do escritório que leva seu nome, Karina Korn Arquitetura. Por ser mais maleável do que o porcelanato e a cerâmica, ele também facilita na hora de trocar as peças para uma manutenção ou reforma do ambiente.

“É importante adquirir um rejunte de qualidade e observar se ele é impermeável, resistente e durável”, completa a arquiteta. Antes de bater o martelo no produto a ser comprado, o mais indicado é consultar o fabricante, tanto do rejunte, quanto do revestimento que será instalado.

Qual tipo de rejunte usar?

 

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De forma geral, o profissional de arquitetura pode optar por três produtos: o cimentício, o acrílico e o epóxi. “Cada um propícia funções e áreas de aplicação distintas. Enquanto um pode ser mais indicado para os ambientes internos, outro material sequer pode ter contato com o sol, por exemplo”, detalha Karina.

A arquiteta ainda explica que é fundamental seguir as orientações do fabricante na hora da compra do produto e também da aplicação. “Nós analisamos qual é o uso correto, decidimos a tonalidade do rejunte, mas nunca desobedecemos ao que é indicado”, completa.

Cimentício

 

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Esse tipo de rejunte é identificado como ‘rejunte para cerâmica’ ou ‘rejunte flexível’ e pode ser encontrado de duas formas. O primeiro é indicado para ambientes em que o tráfego de pessoas não é tão intenso e também para rejuntamento de áreas externas e externas de até 20 m².

Também conhecido como ‘rejunte para porcelanato’ e ‘rejunte polimérico’ e classificado como de maior resistência, o segundo é aconselhado para o arremate dos revestimentos utilizados em fachadas externas e piscinas.

Acrílico

 

É o rejunte preferido dos arquitetos e designers, pois apresenta um acabamento mais delicado em comparação ao cimentício. Podendo ser empregado em áreas externas, internas e fachadas, são ideais para rejuntar porcelanatos, placas de pedras naturais, cerâmicas e azulejos, entre outros materiais.

Com aplicação fácil, possui um tempo menor para secagem e, por isso, é recomendado verificar as instruções na embalagem para não estragar o produto.

Epóxi

 

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Já o rejunte epóxi é recomendado para áreas como banheiros e cozinhas, onde a higienização deve ser mais eficaz e constante. Impermeável, de textura lisa e um acabamento bonito, pode estar presente em ambientes internos e externos, desde que não tenha contato com o sol, pois estraga o produto. A aplicação desse rejunte demanda cuidados especiais e uma mão de obra especializada, pois seca rápido e a sua remoção é pouco mais trabalhosa.

Como escolher a melhor cor?

 

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Karina afirma que não há regra para esse tipo de escolha. Para ela, deve ser levado em consideração o estilo do projeto e o desejo dos moradores. “Se o objetivo for um ambiente mais clean, sugiro optar pelo rejunte da mesma cor, pois a similaridade de tons transmite harmonia e produz um efeito de continuidade.

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Mas, se a ideia é uma decoração com cores fortes e mais ousadas, invisto em tons diversos”, relata. “Se no projeto for utilizado o subway tile, um queridinho que está super em alta, o interessante é brincar com as cores, como mesclar a cerâmica rosa com rejunte em tom de cinza, por exemplo”, finaliza Karina.

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