Fragments White Cube Bermondsey – Ibrahim MahamaDivulgação

Depois de passar por Belo Horizonte, entre outubro a dezembro de 2017, a exposição Ex Africa chegou ao Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro no dia 20 do mês passado. Com foco na produção artística contemporânea do continente africano, essa é a maior mostra do gênero já realizada em solo brasileiro.

Genesis – Kudzanai ChiuraiDivulgação

Em um momento em que herança africana volta a ser posta em evidência, Ex Africa propõe, com 20 artistas de todo o mundo apresentando obras nos mais diversos formatos, o rompimento de dois estigmas longamente estabelecidos nessas produções culturais: o artesanato e as referências etnológicas.

Exchange for Life – Ndidi DikeDivulgação

“Ainda que não possam ser ignorados os efeitos do colonialismo, não deve ser subestimada a importância do intercâmbio artístico verificado na passagem do período colonial ao pós-colonial e, nesse contexto, a reação dos artistas em relação ao período que antecedeu a independência”, afirma Alfons Hug, curador da exposição e responsável pela seleção das mais de 80 obras.

Beri Beri – J. D. ‘Okhai OjeikereDivulgação

Entre performances, pinturas, instalações, fotos, esculturas e vídeos, dois artistas afro-brasileiros representam a cena cultural contemporânea de uma perspectiva nacional. Arjan Martins, indicado cinco vezes ao prêmio PIPA, dedica suas obras, compostas majoritariamente por desenhos, ao tema da escravidão, mais especificamente ao fenômeno dos navios negreiros.



Exposição Et Cetera, de Arjan Martins.Divulgação

Dalton Paula, um jovem artista goiano, segue a mesma linha de questionamento sobre as amarras históricas forçadas aos negros. Suas produções refletem, com um olhar contemporâneo, sobre o medo, a efemeridade, o indivudualismo e a alteridade.

Ex Votos C, de Dalton PaulaDivulgação

“Em contraste com a arte ocidental, inserida ou até quase engessada, em uma sequência estrita de tendências estilísticas, a arte contemporânea africana tem a vantagem de não precisar atender a nenhum cânone e poder orientar-se unicamente pelo aqui e agora. Para tanto, lança mão dos materiais disponíveis a cada momento, permeando todos os meios da arte.”, explica Hug.

Ponte City – Mikhael Subotzky e Patrick WaterhouseDivulgação

A exposição no Rio fica em cartaz até dia 26 de março. Depois, passará pelos CCBB de São Paulo (28 de abril a 16 de julho) e Brasília. Confira mais informações no site oficial do CCBB.

SERVIÇO

Ex Africa 

Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro – Rua Primeiro de Março, 66 – Centro

Data: De 20 de janeiro a 26 de março

Horários: De quarta a segunda, das 9h às 21h

Entrada Franca

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