Tem início amanhã (26), a Bienal de Arquitetura de Veneza 2018. Na cidade italiana, o evento, que chega a sua 16ª edição, acontece até 25 de novembro sob curadoria das irlandesas Yvonne Farrell e Shelley McNamara. O tema deste ano é FREESPACE (espaço livre), “uma palavra que designa a generosidade de espírito e o senso de humanidade como centro da agenda da arquitetura”, segundo o site oficial. O objetivo é entender melhor a arquitetura, estimular discussões sobre seus valores fundamentais e celebrar sua contribuição comprovada e duradoura para a humanidade. Para exemplificar, uma série de projetos foram citados na coletiva de imprensa que aconteceu no ano passado. Entre eles, o MASP (Museu de Arte de São Paulo), projetado por Lina Bo Bardi, com um vão que estimula a ocupação do espaço pelas pessoas.

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O Giardini e o Arsenale são os principais locais do evento, mas existem projetos sendo exibidos por toda a cidade. Além da exposição internacional, este ano serão 65 pavilhões nacionais (com seus próprios curadores e projetos), com a participação, pela primeira vez, de Antigua e Barbuda, Arábia Saudita, Guatemala, Líbano, Mongólia, Paquistão e Vaticano. 

Projeto de Carla Juaçaba para pavilhão do VaticanoCarla Juaçaba

Pela primeira vez no evento, o Vaticano convidou dez profissionais para projetar capelas que, após o término do evento, serão realocadas em diferentes partes do mundo. Entre os escolhidos estão nomes de peso como Eduardo Souto de Moura, Norman Foster e a brasileira Carla Juaçaba.

Children Village, de Alephzero e Rosenbaum no Formoso do Araguaia, Tocantins, Brasil.Royal Institute of British Architects

O pavilhão Brasil será composto por 14 projetosUm dos destaques é a apresentação de dois projetos concebidos em madeira: o Edíficio Amata, de Triptyque Architecture, em São Paulo, será o primeiro edifício brasileiro de madeira em altura e deve ser inaugurado em 2020. Já Moradias Infantis, de Rosenbaum e Aleph Zero no Tocantins, é um dormitório infantil para as crianças do projeto Escola da Fazenda Canuanã e fica na zona rural de Formoso do Araguaia.



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O escritório brasileiro Osvaldo Segundo Arquitetos (OSA) também participará da Bienal integrando a exposição Time Space Existence, organizada pela fundação holandesa Global Arts Affairs (GAA), que reunirá arquitetos do mundo inteiro. A exposição do OSA será no Palazzo Mora. O escritório apresentará o trabalho feito em conjunto com a Vasselai Incorporações e Firmorama. Um painel vai expor três edifícios que estão em construção: Space, Ace e Black e maquetes feitas em impressoras 3D mostrarão detalhes de outros projetos. Os trabalhos estão relacionados com o conceito da Bienal, que traz a discussão de arquitetura além da forma, de materiais e da construção.

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Todos os anos, a Bienal de Arquitetura de Veneza elege um júri para conceder o Leão de Ouro pela melhor participação nacional, o Leão de Ouro pela melhor participação na exposição internacional e o Leão de Prata para a jovem promessa da exposição internacional. O júri também pode conceder uma menção especial a outra participação nacional e a outros dois participantes da exposição internacional. O Leão de Ouro pela Trajetória já foi anunciado: Kenneth Frampton, arquiteto, historiador, crítico e acadêmico britânico.

Neste ano, o júri é composto por Frank Barkow (Estados Unidos), Sofia Von Ellrichshausen (Argentina), Kate Goodwin (Austrália), Patricia Patkau (Canadá) e Pier Paolo Tamburelli (Itália).

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