divulgação/Casa.com.br

Pensar na alimentação e na qualidade do que se come é um bom começo para ter uma vida saudável. E para isso, cozinhar em casa é sempre a melhor opção. Esse é um dos conceitos que a chef Bela Gil ensina em seus programas de TV, redes sociais e livros. O tema tornou-se, inclusive, inspiração para uma coleção de utensílios de cozinha, lançada hoje pelo Westwing com curadoria de Bela. Na campanha também é possível comprar o novo livro da apresentadora, o “Simplesmente Bela: Receitas e dicas para seu corpo e sua casa”.

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A proposta da curadoria é apresentar uma seleção de produtos que auxiliem na rotina doméstica, assim como viabilizar práticas sustentáveis. Da mesma forma que um conjunto de facas é fundamental na cozinha, a campanha também apresenta uma seleção de composteiras e outros itens que possibilitam esse olhar para o cotidiano. 

Você deve estar pensando que manter uma composteira em casa pode ser complicado, mas a intenção de Bela é desmistificar essa ideia. É um dos meus itens favoritos. É muito importante entender o fechamento do ciclo dos alimentos. Em vez de jogar fora o lixo orgânico, coloque na composteira, aquilo vai virar adubo para o alimento crescer. Tem minhoca, mas não chega a ser um pet que você precisa cuidar, ela é fácil, prática, ecológica e sustentável”. 

Das práticas sustentáveis à alimentação natural é um passo, já que uma coisa leva a outra. Bela afirma que esse é um caminho sem volta. “Quando você começa neste universo, não tem saída, percebe que é muito melhor”. Mas, a dica é ir com calma.  “Não vislumbre uma alimentação 100% natural em uma semana, se você tem uma alimentação junkie. Comece aos poucos: experimente ficar um mês sem refrigerante, troque o açúcar refinado e por aí vai”.

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Está pensando em seguir por este caminho? Então, confira abaixo algumas dicas de Bela.

O que falta para as pessoas mudarem de lifestyle? 

BG: Precisa de informação e conhecimento, então esse é o primeiro passo para entender como o alimento impacta a nossa vida, o meio ambiente e a sociedade. Se for resumir, a informação e o conhecimento são fundamentais para que as pessoas se transformem, mas não é o suficiente, a gente precisa fazer com que isso se torne acessível e possível para todos. Alimentos ultra processados não são legais, mas e se eu não tiver escolha? Precisamos mudar a estrutura com políticas públicas e conhecimento. 

Qual é o melhor caminho para começar? 

BG: Muitas vezes, a gente coloca milhões de desculpas, vários empecilhos, mas quando a gente entende a importância e coloca isso como prioridade, a gente consegue mudar. Isso estou falando se você tiver oportunidade, porque é muito difícil falar no geral no Brasil, a gente tem muita disparidade. Não tem como falar para todos os brasileiros, mas falar com a pessoa que acha que pode estar postergando, se negando a ter uma boa alimentação quando ela pode, vale a pena começar. Coloca uma rúcula para ver, troque o arroz branco pelo integral, reduz a carne,não tem como praticar sem exercer.  

A quarentena mudou a rotina das pessoas, quem se estava acostumado a fazer refeições fora de casa precisou aprender a cozinhar. Você acredita que isso vai causar um impacto positivo no futuro? 

BG: O mundo tem essa esquisitice de mudar sobre grandes ameaças. Muita gente entendeu a importância da alimentação para o sistema imunológico. Muita gente que tem a oportunidade começou a se ligar e viu como isso é muito bom. Quando você começa neste universo, não tem saída, percebe que é muito melhor se alimentar desse jeito. A gente tem uma relação muito profunda com a natureza e a alimentação pode trazer isso para gente no dia a dia. Sempre falo isso, pessoas que moram na cidade, o jeito delas se conectarem com a terra é pela comida. Espero que as pessoas tenham se encantado e continuem. Acredito que vá continuar porque entenderam que é muito bom pra gente, pra saúde e para sociedade como um todo, então espero que não seja um modismo. 

Existe algum hábito, comportamento ou alimento que seja o grande – ou o maior – vilão?

BG: Quanto mais conhecimento, mais profunda é a reflexão. Anos atrás, poderia falar o açúcar, a pior droga do século XXI, mas não vou botar a culpa dele, quem faz o açúcar uma droga são as pessoas. Sempre cresci com essa frase: a diferença entre veneno e remédio é a dose. Na verdade, o vilão é a falta de oportunidade, ela é real no Brasil. 

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