Sob o relógio do norte-americano George Nelson (Vitra), ex-votos Catavento, do Mestre Fida (coleção particular). Móveis da Itálica Casa e quadro do cearense Diego Santos.Revista CASA CLAUDIA

Os artistas populares brasileiros estão invadindo a cena urbana com uma produção superoriginal. “Esse diálogo entre o contemporâneo e o popular prova que a boa arte não depende de cenários predeterminados”, diz Maria Amélia Vieira, da Galeria Karandash, em Maceió.

Neste espaço, a escultura, rica em detalhes, do Mestre Nicola é ladeada pelo aparador de Sergio Rodrigues (Itálica Casa).Revista CASA CLAUDIA

Feitas de matéria-prima natural, as obras apresentam visual bruto e atributos essenciais a qualquer peça artística: inventividade e intuição. “Essas expressões regionais recriam tradições locais e heranças históricas”, explica o arquiteto Samuel Kruchin, um apreciador do tema. “E podem frequentar qualquer tipo de ambiente, nos trazendo sempre à memória o nosso país.”

Junto ao exvoto do Mestre Expedito (à esq.), obras de cerâmica assinadas por Rinaldo Silva. Todas da coleção pessoal do arquiteto Carlos Augusto Lira.Revista CASA CLAUDIA

O arquiteto cita especialmente a produção do alagoano Fernando da Ilha do Ferro, autor de móveis feitos de troncos de madeira, que tocam os sentidos justamente pela pureza do desenho. “Seu mobiliário ultrapassa o utilitário. São formas concebidas no imaginário, e não nas lições de ergonomia”, conclui.

 



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