Arquiteto e startup se unem para projetar casas feitas com plástico reciclado (Foto: JDS Architects / Othalo)

 

O arquiteto belga Julien De Smedt, fundador da empresa JDS Architects, se uniu à startup norueguesa Othalo para desenvolver uma tecnologia que permite que habitações sejam construídas por meio de plástico 100% reciclado. A iniciativa está sendo projetada em parceria com o UN-Habitat, o programa de desenvolvimento urbano sustentável e habitação da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

 

 

 

De acordo com a startup norueguesa, o foco do projeto será a construção de moradias populares, que serão construídas principalmente na África subsaariana. Atualmente, a demanda por moradias de baixo custo na região ultrapassa 160 milhões. No entanto, por conta da rápida urbanização, este número deve aumentar ainda mais até 2050 e atingir 360 milhões.

Arquiteto e startup se unem para projetar casas feitas com plástico reciclado (Foto: JDS Architects / Othalo)


 

Além disso, a proposta foi pensada também para minimizar os impactos do plástico no meio ambiente. Segundo a empresa, 9 milhões de toneladas deste material foram produzidas desde 1950. Deste total, somente 9% foram reciclados. Por meio da tecnologia desenvolvida pela startup e pelo arquiteto, uma casa de 60 m² conseguirá reciclar oito toneladas. Portanto, bilhares de moradias poderiam ser construídas ao considerar todo o plástico descartado incorretamente.

Arquiteto e startup se unem para projetar casas feitas com plástico reciclado (Foto: JDS Architects / Othalo)

 

Segundo o arquiteto, as casas foram pensadas em parceria com as comunidades da região e terão características do artesanato e da cultura locais. “O que consideramos especialmente edificante em nossa abordagem como empresa e como arquiteto é o desejo de unir o mundo da manufatura com o do artesanato e das culturas locais”, explicou De Smedt.

 

 

 

 

A expectativa é que a produção em massa das casas de baixo custo comece no início de 2022. A startup espera que a tecnologia seja utilizada também para a construção de unidades de armazenamento de alimentos e medicamentos, abrigos para refugiados, escolas e hospital. Além disso, a fabricação dos imóveis deve utilizar matérias-primas locais e criar milhares de empregos na região.

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