A estante da sala de jantar tem estrutura de ferro com prateleiras de peroba-do-campo encaixadas. Ali, foram distribuídos os vasos de samambaia, chifre-de-veado e cacto e as peças de arte popular que o morador coleciona. Luminárias de Tom Dixon (Lumini) e mesa e cadeiras do Arquivo Contemporâneo.IN/EX Arquitetura

O apartamento é antigo, com direito a varanda com piso de mármore italiano, portas-balcão com molduras e ambientes amplos e bem iluminados. O clima é de casa suspensa, acolhedora. A sensação de ter encontrado algo fora do padrão, uma “peça única”, encantou o proprietário, um ator e roteirista, quando buscava um imóvel na Zona Sul carioca, mais precisamente no bairro de Laranjeiras.

Tijolos maciços (Santa Alda) revestem a parede do estar. Sofá da Way Design, poltronas Costela, da Desmobilia, pendente da Flos, mesa de estilo industrial da Velha Bahia e pufe com tecido chevron do Depósito Santa Fé. As almofadas  são de Jonathan Adler, e a tela, de Antonio Bokel.IN/EX Arquitetura

“Ele deixou claro que precisava de um espaço estimulante e confortável, onde pudesse também trabalhar”, conta a arquiteta Renata Bartolomeu, responsável pela reforma e decoração. A ideia era montar um canto para escrever e fazer reuniões com os colegas dentro do apê de 200 m² – encontros que, invariavelmente, se desdobram num jantar e numa animada partida de pinball.

A bancada com tampo de peroba e armários de laca cinza (Marcenaria Casteluber) compõem o ambiente no escritório,  repleto de livros e gravuras trazidas de viagem. Sofá de couro da Way Design.IN/EX Arquitetura


Daí a criação de um home office lotado de prateleiras, que fica isolado, mas não desconectado do restante da casa. “Pensei em ambientes fluidos, onde quase nada é fixo e que podem ser reinventados com facilidade”, explica ela. A forma de ocupar os espaços imprime um ar descontraído em todo o projeto, e isso também era importante para o proprietário: ele desejava um visual relaxante, que ajudasse a desacelerar depois das horas de trabalho, além de espalhar muitas plantas pelos ambientes e expor as lembranças que traz das férias.

Os carrinhos de avião funcionam como bar. Banco de ferro e madeira do LZ Studio.IN/EX Arquitetura

“Desenhei a estante da sala para organizar a coleção de arte popular. O acervo cresce toda vez que o morador viaja pelo Brasil”, diz Renata. Outra demanda foi manter o estilo vintage da construção, que a arquiteta contrabalançou com revestimentos aconchegantes e móveis de design contemporâneo. “Procurei peças assinadas e com traços simples para o estar e apostei em cor nos detalhes, como cortinas, almofadas, tapetes e obras de arte. Usei bastante madeira, como a peroba na tonalidade natural da marcenaria, e cobri uma parede de tijolos maciços, reforçando uma linguagem levemente rústica. Há boas doses de personalidade e um tom masculino, como o proprietário tanto queria”, explica.

O ninho de joão-de barro artesanal se destaca à frente dos vasos (paisagismo assinado pela Ecogarden). A varanda fechada tem cortina de linho tingido (Mucki), mesa e cadeiras que já eram do morador e luminária da Velha Bahia.IN/EX Arquitetura
Na suíte, a cama (Way Design) ganhou cabeceira de linho grafite. Almofadas da Poeira e manta da Karsten.IN/EX Arquitetura

 

CASA CLAUDIA

©