Destaque para as fotos de Willy Maiwald e as cerâmicas de Matteo Thun.Revista CASA CLAUDIA

Os ambientes amplos, frescos e superbem decorados desta casa em Milão, Itália, não dão pistas sobre a origem da construção. Mas a verdade é que, antes de se transformar em salas, quartos, cozinha, banheiros e escritório, os espaços abrigavam um armazém e uma fábrica.

No estar, aparecem as poltronas Elettra, do estúdio B.B.P.R (Arfex). As mesinhas Ping, a mesa lateral Mark e a luminária de piso Grape foram criadas por Giuseppe Chigiotti para a Driade.Revista CASA CLAUDIA

E estavam bastante detonados. “Não me assustei com o estado dos edifícios quando os conheci, afinal projetar é meu trabalho”, lembra Giuseppe Chigiotti.

A mesa lateral Cuginetto é trabalho de Enzo Mari, e a luminária branca, um protótipo criado por Giuseppe.Revista CASA CLAUDIA

Arquiteto, escritor e professor no famoso Politecnico di Milano, ele decidiu eliminar as paredes internas e manter os ambientes ligados, divididos apenas por vigas em arco.

Cerâmicas de Piero Fornasetti foram alinhadas acima do balcão Quaderna, do Superstudio para a Zanotta. Sobre a mesa de jantar, fica o candelabro Matthew Boulton, também desenhado pelo morador.Revista CASA CLAUDIA

“Deixei portas somente nos locais que pedem privacidade. No restante, preferi a amplitude trazida pela integração”, explica o morador, que, de sua área de trabalho, enxerga a sala de estar, de um lado, e o próprio quarto do outro, além de ter uma vista privilegiada do jardim.

A luminária de Ingo Maurer foi comprada num antiquário em Quioto, Japão. Sofá vermelho de Marco Zanuso para a Arflex.Revista CASA CLAUDIA

Outra ideia foi apostar na combinação de tinta branca nas paredes com madeira clara nos pisos – uma boa estratégia para aumentar a claridade que entra pelos janelões.

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No escritório, o morador juntou a estante Oikos, de Antonia Astori, a mesa Frate, de Enzo Mari, e um pendente de Jasper Morrison (Flos).Revista CASA CLAUDIA

O branco quase total não serve apenas para iluminar os espaços mas também faz deles uma espécie de galeria, preenchida com móveis, objetos e obras de arte arrematadas ao longo dos anos. “Comprar sempre foi, para mim, uma maneira de conhecer melhor assuntos do meu interesse. Por um tempo, priorizei a arte africana e depois artistas contemporâneos, além do mobiliário dos anos 1950. A lista é extensa”, afirma o arquiteto.

A cozinha ocupa um anexo voltado para a lateral da casa.Revista CASA CLAUDIA

Grandes nomes do design mundial, como Piero Fornasetti, Marco Zanuso, Ingo Maurer e Eero Saarinen, são alguns dos destaques de seu precioso acervo, que também inclui criações dele próprio para a grife italiana Driade.

No quarto, a poltrona P40, de Osvaldo Borsani, é uma boa pedida para a leitura. Sobre a bancada estão vasos desenhados por Giuseppe para a Driade.Revista CASA CLAUDIA

Outra paixão de Giuseppe é sua enorme coleção de livros – alguns escritos por ele –, distribuída em estantes espalhadas por diferentes ambientes. Em todos, a decoração combina tons frios e quentes, que conferem ao projeto um estilo descolado e bem urbano.

Esta sala abriga o sofá Hoff, também assinado pelo morador para a mesma grife. As mesinhas laterais (Knoll) são de Eero Saarinen.Revista CASA CLAUDIA

O delicioso jardim de ar toscano emoldura a construção de 250 m². “Ele é meu lugar preferido na casa para relaxar, colocar a leitura em dia e saborear um café durante as pausas no trabalho”, conta o morador.

Em um dos cantos do jardim fica o carrinho de chá Trik, um protótipo assinado pelo morador. Mesa Cumano (Zanotta), de Achille Castiglioni, e poltrona King Tubly, de Platt & Young para a Driade.Revista CASA CLAUDIA

 

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