Arquitetos e Urbanistas contam o que deixaria São Paulo (realmente) linda (Foto: Tuca Reinés)

Já pensou como grandes cidades serão daqui a 20, 30 ou 50 anos? Será que reclamaremos dos mesmos problemas ou encontraremos novos? Especialistas consultados pela reportagem da Casa Vogue apontam possíveis rumos que as grandes metrópoles devem tomar nas áreas de arquitetura e urbanismo. São eles os arquitetos Carolina Bueno, do escritório Triptyque Architecture, Juan Pablo Rosenberg, do AR Arquitetos, Rodrigo Marcondes Ferraz, da FGMF Arquitetos, e Martin Corullon, do Metro Arquitetos, que comandarão o painel Urbanismo: o futuro do viver bem em grandes cidades, no Wired Festival Brasil, no Rio de Janeiro.

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O evento, que chega à sua 4ª edição, será realizado nos dias 30 de novembro e 1° de dezembro na Casa França-Brasil, espaço na região central da cidade, e terá discussões e workshops sobre o hoje e o amanhã.

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O festival reunirá 50 palestrantes que realizarão painéis como Carros voadores, autônomos e elétricos: o futuro da mobilidade, com o chefe de estratégia da EmbraerX, André Stein, e Novas formas de mobilidade urbana, com o cofundador da Strava e da Kana Software Michael Horvath.

Confira o que pensam os especialistas sobre o futuro das cidades:

1) Retomada da relação saudável das pessoas com o lugar onde vivem 

“As pessoas tiveram relação muito hostil com a cidade”, disse o arquiteto Rodrigo Marcondes Ferraz. “Andavam espremidas nos poucos lugares onde os carros não passavam. Hoje existe o processo contrário, as pessoas buscam mais parques, praças.  Um exemplo foi o fechamento da Avenida Paulista aos domingos, e o Minhocão em São Paulo”, conta.

“Outras cidades do país também fecham a rua por causa da praia. Há também partes ocupadas por ciclovias. Tirar espaço dos carros e alargar calçadas para fazer parklets, por exemplo, são tendências que vem forte e rapidamente, e eu acho que não vão parar mais”.

2) Casa e trabalho

“Os aplicativos de transporte têm feito com que as pessoas tenham menos apreço pelos carros, usam menos. Os jovens já não pensam tanto em ter carros. Coisas desse tipo fazem com que as pessoas se libertem e usem mais a cidade”, disse Ferraz.
Segundo o arquiteto isso vai refletir na configuração de moradias, que serão mais de usos mistos, principalmente para atender a necessidade de um público que prefere morar perto do local de trabalho. Além do surgimento de mais espaços para home office e coworking.
“As pessoas estão mudando os jeitos de morar e trabalhar e isso se reflete na cidade”, finaliza.


3) Novos usos para antigos edifícios

Segundo o arquiteto Martin Corullon, há uma tendência em repensar os usos de edifícios já presentes, principalmente os vazios e subutilizados. “Tem que intensificar o uso da cidade”, conta. “Não só em habitação convencional, mas em espaços de coliving e coworking”.

4) O uso de plataformas digitais na zeladoria urbana

Além do fortalecimento de aplicativos de mobilidade, que se tornaram ferramentas do dia a dia, mas também novas plataformas para apontar problemas e pressionar políticas públicas à serviço do cidadão, como apps de segurança e de denúncia sobre retirada de lixo. “Que o ativismo urbano tome posse dessas ferramentas e consiga aproveitar o potencial disso”, disse Corullon.

5) Novos espaços de convívios

Segundo o arquiteto Juan Pablo Rosenberg, uma grande tendência é o surgimento dos espaços de convívio, principalmente em bairros verdes, onde existem poucas casas por lotes. “Poderiam morar mais famílias onde hoje existe só uma casa, construindo outros imóveis novos que obedeçam a morfologia do bairro”.

Além disso, Rosenberg cita sistema de uso compartilhado, em que um dos participantes compra uma cota de um determinado imóvel para utilizá-lo por um período de tempo. 

6) A natureza e a cidade

Para a arquiteta Carol Bueno, há uma tendência e necessidade cada vez maior de buscar um equilíbrio entre a natureza e o espaço urbano. Isso deve pautar novos projetos arquitetônicos nos próximos anos. “Existe uma urgência em repensar a cidade”, disse. “E nós precisamos pensar sempre na relação das pessoas com o meio natural”, conclui.

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